Linux 3.0 terá suporte ao Kinect, da Microsoft

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Linus Torvalds, o criador do núcleo do sistema operacional Linux, aprovou a versão Release Candidate 1 (RC1), para testes, do Linux 3.0, que acrescenta suporte ao sensor Kinect, da Microsoft.

Lançado em novembro do ano passado, o Kinect é um aparelho conectado ao Xbox 360 (console da Microsoft) que permite aos jogadores interagir com games sem a necessidade de um joystick, ou botões, usando apenas gestos e movimentos.

Conectado a um computador, o Kinect pode ser usado para realizar operações no lugar o mouse, por exemplo.

O uso do Kinect Linux não é novidade. No mesmo mês em que o aparelho era lançado, usuários Linux desenvolveram drivers no sistema operacional para suportar o dispositivo. Inicialmente, a MS não gostou da ideia, ameaçando judicialmente o programador que escreveu os códigos.

Pouco tempo depois, a empresa voltou atrás, desistindo das ações.

No início do ano, a própria Microsoft prometeu um SDK (kit de desenvolvimento de software) para a criação de aplicações usando o Kinect, porém no sistema operacional oficial da marca.

Segundo o site ZDNet, além do Kinect, novas plataformas da Intel e da AMD –  Sandy Bridge e Ivy Bridge e CleanCache, respectivamente – terão suporte no novo kernel do sistema operacional livre.

Linux trintão
O Linux 3.0 é um marco histórico na história do SO.

A primeira vez em que o programa foi apresentado se deu em agosto de 1991. Ou seja, o Linux 3.0 marca o início da segunda década do sistema operacional, que hoje chega a 1,08% dos dispositivos no mundo, em média, segundo dados de consultorias de mercado.

O Windows roda em cerca de nove computadores no mundo, de acordo com dados da Net Market Share, da NetApplications.

Em servidores, no entanto, o Linux lidera sobre o Windows, em unidades, perdendo em receita. Além disso, o uso do Android nos dispositivos móveis é outra alavanca para uso do Linux.

É o mesmo Linux
Apesar dos 20 anos de existência, Torvalds declarou que “nada, absolutamente nada” mudou na nova versão em termos de rupturas ou “funções novas e assustadoras”.

“Claro que nós tivemos os habituais dois terços de mudanças no driver e uma série de correções aleatórias”, completa Torvalds.

O criador do Linux disse ainda que eles têm feito lançamentos de tempos em tempos durante muitos anos. Por isso, essa nova versão não tem nenhuma novidade em relação aos recursos do sistema.

Fama de difícil
Com fama de difícil entre os usuários domésticos no seu surgimento, em função do uso no modo texto, o Linux tem ganho interfaces gráficas mais simples, que facilitam o uso por pessoas sem conhecimentos avançados em informática.

Segundo o site Distrowatch, que monitora o uso de distribuições a partir de informações fornecidas pelos usuários, as versões Ubuntu, Mint, Fedora, Debian e openSUSE são as mais usadas.

Todas elas têm interfaces gráficas, assim como o MacOS (da Apple) e o Windows (da Microsoft).

Recursos como lojas de aplicativos para instalação diretamente da internet, incorporados ao MacOS nesse ano, já estavam presentes em versões do sistema operacional livre via central de aplicativos.