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O chefe para Mercados Financeiros da União Europeia e membro da Comissão de Mercado Interno, Michel Barnier, afirmou em um comunicado nesta quinta-feira, 01 de julho, que "não é justificável" o uso de golden share pelo governo português para bloquear a venda da participação da Portugal Telecom na Vivo para a Telefónica.

Conforme Barnier, a ação é "um impedimento ao livre movimento de capital", informa a Reuters.

Apesar de a maioria dos acionistas da PT terem aprovado a oferta de 7,15 bilhões da Telefónica pela participação da operadora portuguesa na Vivo, o governo de Portugal recorreu à golden share, que garante aos detentores poder de voto decisivo, para impedir a transação.

Apoiada pela opinião da cúpula de justiça da UE, a Telefónica também declarou na quarta-feira que o uso da golden share foi ilegal. O grupo espanhol também informou ter prorrogado o prazo para que a PT decida sobre o negócio até 16 de julho. Na metade deste tempo, a corte da União Européia promete divulgar um parecer oficial sobre a legalidade do mecanismo utilizado.

BES: venda da Vivo é inevitável e libertadora
O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, explicou na quarta-feira, 30, que votou a favor da venda da Vivo. Segundo ele, a "libertação" da operadora portuguesa seria a melhor forma de expandir suas perspectivas de crescimento.

Salgado, que antes se posicionava contra a venda, agora afirma que, com o fim da golden share dentro de semanas, fica claro que a Telefónica teria maior interesse na PT do que em 50% da Vivo.

Para o CEO do BES, o dinheiro da Telefónica serviria para capitalizar a PT, o que permitiria resolver o problema do fundo de pensões e para investimentos, sobretudo no Brasil, informam o Jornal de Negócios e o Diário Economico.