Roubo ou perda de smartphones e outros dispositivos móveis dos funcionários pode ser tão grave quanto um malware na rede corporativa.

A informação consta em pesquisa da IBM que entrevistou 289 profissionais de TI em posições de liderança.

Dados preliminares do relatório, chamado de X-Force 2010 Trend Report, mostram que 90% das empresas estão investido na proteção de pontos de acesso não convencionais já que, em muitos cenários, a perda ou o furto de um aparelho pode ser pior do que um ataque direto à rede.

As informações foram apresentadas no segundo dia do IBM Pulse 2011, evento de serviços gerenciados que ocorre esta semana em Las Vegas (EUA).

Quatro entre 10 empresas das grandes empresas pesquisadas afirmaram que já planejam um aumento nos investimentos de proteção exclusiva a pontos de acesso (também chamados de endpoints) não convencionais.

Preocupação crescente
Relatório da IDC divulgado em dezembro mostra que, em 2011, 30% das empresas na América Latina devem aumentar os investimentos em mobilidade corporativa, aumentando as chances de problemas.

Segundo o gerente geral das soluções de segurança da IBM, Steve Robinson, a perda desses aparelhos poderia dar acesso a informações confidenciais ou até mesmo códigos de acesso que estivessem armazenados em um smartphone.

Tablets também preocupam
Além dos smartphones, o uso crescente dos tablets também pode oferecer riscos.

Relatório da ChangeWave Research aponta que o número de empresas adotando o uso de tablets deve dobrar no primeiro trimestre de 2011. Segundo a pesquisa, 14% das companhias entrevistadas planejam comprar o dispositivo até março deste ano, enquanto 7% já os fornecem.

Segundo estudo da consultoria IDC Brasil, o volume comprado pelo mercado corporativo representará entre 30% e 40% do total projetado para o mercado nacional, de 300 mil aparelhos.

Recentemente, a Eurofarma anunciou a aquisição de 600 iPads para seus representantes.

“Está havendo uma “consumidorização” da mobilidade. Os empregados querem trazer para a empresa aquilo que usam em casa. Isso faz com que seja difícil dizer o que é corporativo ou pessoal”, finaliza Robinson.