A NET, empresa de telecomunicações que oferece TV por assinatura, telefonia fixa e banda larga, não descarta uma entrada no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com contrato com a Telebrás.

Segundo o presidente da NET, José Antônio Félix, que esteve em Porto Alegre nessa terça-feira para o lançamento do serviço NOW na capital gaúcha, o PNBL ainda é uma espécie de plano B para novos mercados.

“Nós entramos na classe C em São Paulo, por exemplo, com uma oferta de R$ 29,80 para os três serviços, e internet de 1 Mbps graças à isenção do ICMS”,  diz Félix.

De acordo com o executivo, esse é o modelo preferencial da operadora.

Félix revela que outros acordos, com estado do Paraná e em Brasília, já estão em estudo. Caso o Confaz não libere as negociações, o PNBL entra em ação.

“Provavelmente vamos usufruir do plano em localidades em que não tivermos isenção fiscal”, completa.

Em estados em que não há isenção de ICMS, o combo básico sai por cerca de R$ 49,90.

No ano passado, a NET encerrou o quadro de assinantes da internet com 3,5 milhões de clientes. Hoje, a operadora está em mais de 100 cidades do Brasil, com 70% de penetração na banda larga fixa, segundo dados próprios.

Voltado para a disseminação da banda larga no Brasil, o PNBL está sendo implementado pela Telebrás, num esforço de oferecer internet de 1Mbps a R$ 35 nos “rincões do país”.

Até agora, operadoras como a TIM já assinaram contratos com a estatal, e outras já sinalizaram com a possibilidade de parcerias, como a Claro e a GVT.