O déficit de mão de obra técnica na área de telecomunicações chegará a 15,5 mil profissionais a partir de 2012, informa a Folha de S. Paulo nessa terça-feira, 03.

Instaladores de cabos, operadores de redes e projetistas de infraestrutura são algumas funções afetadas.

O gap estimado pelo jornal foi calculado considerando operadoras de telefonia fixa e móvel, de infraestrutura de internet e fabricantes de equipamentos.

Segundo a Folha, o problema é considerado grave especialmente diante do aumento nos projetos de telefonia de quarta geração (4G) e de expansão das redes de banda larga previstos para o próximo ano.

A falta de técnicos é superior à de engenheiros de telecomunicações, estimada em 10 mil profissionais.

A Ericsson, que fabrica equipamentos para infraestrutura de telecomunicações, viu sua força aumentar 84% nos últimos 18 meses. Os 3.800 técnicos em instalação e integração de redes saltaram para mais de 7.000. Ainda assim, quase mil posições continuam em aberto.

Já a operadora GVT tem encontrado dificuldades para recrutar mão de obra principalmente no Nordeste, onde não há grande volume de técnicos qualificados, e também no Sul, onde os que existem já estão empregados.

A empresa deve precisar de pelo menos mais 1.600 técnicos em 2012, que deverão se somar a 4.000 deles empregados atualmente.

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