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A América Latina deverá ter mais de 750 milhões de conexões móveis até 2015, com uma taxa de penetração média de 122%, informa um estudo da GSMA, entidade que reúne fornecedores de tecnologia no segmento.

Conforme o relatório “Observatório Móvel da América Latina”, no final de 2011, a região registrou um dos maiores mercados móveis do mundo por volume com mais de 630 milhões de conexões.

Em 2015, com as conexões HSPA e LTE alcançando mais de 305 milhões, a banda larga móvel será a chave do crescimento, além do principal meio de acesso à internet para os latino-americanos.

“Houve um crescimento de 13% ao ano nos últimos quatro anos na região. Durante 2011, as conexões de banda larga móvel ultrapassaram as conexões DSL e por cabo. Hoje, representam a melhor esperança dos governos de concretizarem seus planos de universalização das tecnologias da informação e da comunicação”, destaca Sebastian Cabello, diretor da GSMA para a América Latina.

Estima-se que o mercado móvel na América Latina gera atualmente US$ 175 bilhões, ou 3,6% do PIB total, com somente as operadoras de serviços móveis contribuindo com US$ 82 bilhões em 2010, cerca 1,7% do resultado total da região.

A indústria móvel contribuiu ainda com US$ 48 bilhões em 2010, além de gerar cerca de 600 mil empregos.

De acordo com o estudo, a banda larga móvel ainda é um mercado embrionário na região, somando apenas 61 milhões de assinantes ao final de 2011.

Entretanto, as ativações de conexões cresceram 133% nos últimos cinco anos, e a previsão é de que continuem crescendo 50% ao ano.

A GSMA também reforça o lobby pelo uso da faixa de 770 MHz para serviços móveis.

Segundo a entidade, a alocação deste espectro no curto prazo irá ajudar a conectar os que não fazem parte do espectro, acelerar as taxas de adoção e causar um impacto significativo no crescimento econômico.