Fazer do Brasil uma liderança no mercado mundial de banda larga exigirá investimentos de R$ 144,6 bilhões nos próximos 10 anos, aponta levantamento realizado pelo SindiTelebrasil.

Tal aporte seria necessário para levar o país a um cenário no qual teria um perfil de acesso similar a países asiáticos e europeus.

O estudo prevê que o número de acessos em banda larga, que hoje é de 40,9 milhões, poderá chegar a 78 milhões em 2014 e 153,6 milhões em 2020, potencializando as estimativas de crescimento natural.

Caso nenhuma ação de incentivo pública ou privada seja adotada, essa expansão ficaria limitada a 57,3 milhões de acessos em 2014 e 93,2 milhões em 2020.

Pelas projeções, haveria também um incremento na velocidade de conexão.

Hoje, diz o SindiTelebrasil, a velocidade média dos acessos em banda larga no país é de 1,7 Megabit por segundo (Mbps) e a maior parte dos acessos está concentrada na faixa de até 2 Mbps.

Com as alavancas, 87,2% das conexões teriam velocidade acima de 12 Mbps em 2020.

A ampliação do número de acessos resulta também em melhora nos índices de penetração, que medem a quantidade de acessos em relação ao número de habitantes, atualmente de 21,5%, podendo chegar a 74,2% da população em 2020.

Para estimular a expansão da infraestrutura, a entidade propõe a desoneração da cadeia produtiva, a disponibilização imediata de espectro – como o das faixas de 700 MHz e de 2,5 GHz – a aprovação do projeto de lei 116/2010, que propõe novas regras para o setor de TV por assinatura, além de flexibilização regulatória.