Laboratório da Telebras na PUCRS vai servir para testes de equipamentos do PNBL

Um total de R$ 3,2 milhões será investido pelo governo federal em uma área na PUC-RS para a criação de um laboratório de testes do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Além da parceria entre a Telebrás – encarregada do plano – e a universidade gaúcha, pelo menos três empresas com sedes no Rio Grande do Sul deverão ter participação no projeto Parks, Datacom e Digitel.

Segundo Carlos Porto, da Datacom, a ideia é ter uma unidade de testes de serviços.

“Vamos formar uma rede de referência para testes de novos equipamentos e cenários que podem envolver a infraestrutura da Telebrás”, explica Porto.

Fatura em detalhes
Para a montagem das instalações, um prédio de 500 metros quadrados está à disposição da Telebrás, revela o presidente da estatal, Caio Bonilha. Hoje, segundo o diretor, a unidade está em preparação de infraestrutura básica.

A expectativa é de início de funcionamento em 2012.

Dos R$ 3,2 milhões, R$ 1 milhão virá do ministério das Comunicações, pasta à qual a Telebrás está vinculada no governo federal. Os R$ 2,2 milhões restantes virão do orçamento da Telebras.

Já a PUCRS entrará com o espaço e com o corpo de pesquisadores, diz o ministério.

Os recursos virão de várias áreas do orçamento do ministério, incluindo o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel).

Validação de “campo”
Segundo o secretário-adjunto do Funttel, Eder Alves, o principal objetivo é fortalecer as ações do PNBL. “Tudo o que for licitado pela Telebras será averiguado no laboratório”, afirma.

Entre as atividades que serão desenvolvidas no novo espaço estão a validação e qualificação técnica de fornecedores, testes de conformidade, estudos de compatibilidade técnica e a validação de novas tecnologias.

“Se poderá prever incidentes e problemas de performance antes de comprometer o serviço”, diz Porto.

Para o executivo, ter um espaço de testes também vai ajudar os fabricantes a desenvolver novos equipamentos e serviços que possam ser utilizados na rede da Telebrás, que estenderá um backbone interligando todas as regiões do Brasil até 2014, segundo Bonilha.

Força à indústria nacional
Já para o diretor do Funttel, o ponto de destaque é a possibilidade que os fornecedores nacionais de equipamentos terão para testar seus componentes no novo laboratório.

“É um projeto importante para os fabricantes realizarem testes e ativarem seus equipamentos”, complementa o Porto, da Datacom.

Tanto Datacam quanto Digitel – com sedes na Grande Porto Alegre – já se beneficiaram da política de incentivo à indústria nacional adotada pela Telebrás. Juntas, as gaúchas venceram pregões de até R$ 320 milhões com a estatal.

PNBL para todos
Criado no governo Lula, o PNBL ressuscitou a Telebrás para levar adiante o plano de inclusão digital do governo federal.

Através de parcerias com operadoras de telefonia, como a Oi, o Plano busca conectar os rincões do Brasil, e quer chegar a 150 cidades ainda em 2011 – com a disponibilidade de rede da Telebrás.

Na prática, a oferta de 1Mbps a R$ 35 proposta pelo governo já está ativa em 335 cidades brasileiras, sendo que o estado de São Paulo concentra 67,7% da oferta de baixo custo, segundo dados do ministério das Comunicações.

Operadoras como Oi, Claro, TIM e Telefônica já aderiram ao PNBL.

No Rio Grande do Sul, a Oi estendeu a oferta para mais 35 cidades no início desse mês, chegando a 61 municípios do interior gaúcho com o serviço nos moldes do governo.