Padtec reduz preço e garante vitória no PNBL

05/11/2010 09:59

A Padtec, que na quarta-feira, 03, venceu o leilão da Telebrás para fornecimento do primeiro lote de equipamentos para o PNBL, concordou em reduzir o preço da oferta apresentada.

A companhia, que venceu mesmo com o laior lance demonstrado - R$ 68,9 milhões - diminuiu o preço para R$ 63 milhões.

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A Padtec, que na quarta-feira, 03, venceu o leilão da Telebrás para fornecimento do primeiro lote de equipamentos para o PNBL, concordou em reduzir o preço da oferta apresentada.

A companhia, que venceu mesmo com o laior lance demonstrado - R$ 68,9 milhões - diminuiu o preço para R$ 63 milhões.

Com isso a oferta se torna menor do que a apresentada pela ZTE, chinesa que foi a melhor oferta do leilão na quarta-feira, com R$ 63,1 milhões e garante a vitória da empresa no leilão, já que até agora só o que a assegurava era o fato de atender às normas previstas na Medida Provisória 495, que dá preferência às empresas - nacionais ou estrangeiras - que fabricam no país.

A MP, entretanto, está em tramitação no Congresso e vale somente até o fim de novembro.

Talvez por isso, já ao ganhar a licitação a Padtec acenou com a possibilidade de negociar com fornecedores estrangeiros de insumos, especialmente japoneses e norte-americanos, para conseguir baratear a proposta, que envolve equipamentos DWDM, que serão utilizados para iluminar as fibras óticas da rede do PNBL.

Além da vencedora e da já mencionada ZTE, o pregão eletrônico também contou com a participação da chinesa Huawei, que fez lance de R$ 63,6 milhões, e da sueca Ericsson, com R$ 63,9 milhões.

GENTE feliz

A decisão a favor da Padtec fortalece a ideia do GENTE - Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia, formado em julho deste ano com o objetivo de buscar oportundiades para fortalecimento da indústria nacional de telecom por meio das demandas geradas pelo PNBL.

A empresa de Campinas, aliás, é uma das integrantes do grupo, que conta ainda com Gigacom, CPQD, ASGA, WXBR, Trópico, Icatel, Parks, Digitel e Datacom, sendo essas últimas três gaúchas.

Uma das metas do consórcio é, inclusive, combater a concorrência de chinesas como Huawei e ZTE nas concorrências abertas pelo Plano Nacional de Banda Larga.

Para os gestores do GENTE, a agressividade de preços praticada pelas companhias chinesas, favorecida pelo câmbio e pelo que críticos dizem ser incentivos desleais do governo chinês, pressiona competidores do setor de TIC de todo o mundo.

“O GENTE é a união de empresas brasileiras que investem, ao ano, mais de R$ 150 milhões em P&D - em média 20% de seus faturamentos”, definiu, em julho, o coordenador do consórcio, Roque Versolato, à reportagem do Baguete.

Na época, Versolato questionava como a presidência da Telebrás faria para cumprir sua promessa de priorizar a indústria nacional no fornecimento de insumos ao PNBL, especialmente em caso de licitações públicas, quando geralmente o preço é o quesito definitivo de escolha.

A vitória da Padtec parece ter, pelo menos por enquanto, sanado a questão.

Entretanto, o GENTE tem uma visão de ainda mais longo alcance: as dez integrantes, segundo Versolato, têm capacidade para suprir as necessidades do PNBL em hardware e redes, mas també em software e serviços de implantação e operação das estruturas.

O máximo que pode acontecer, segundo o gestor do consórcio, é que as fabricantes nacionais necessitem lançar mão, em alguns casos, de até 5% de importação de equipamentos.

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Mais cara de todas, Padtec vence leilão do PNBL

Com uma proposta quase R$ 6 milhões mais alta do que a melhor oferta apresentada no pregão eletrônico para fornecimento do primeiro lote de componentes do PNBL, a Padtec, de Campinas, venceu a licitação nesta quarta-feira, 04.

A proposta apresentada pela companhia ficou em R$ 68,990 milhões, enquanto a mais barata, feita pela ZTE, foi de R$ 63,106 milhões, seguida pela também chinesa Huawei, de R$ 63,678 milhões, e da sueca Ericsson, com R$ 63,993 milhões.

Mais um round no PNBL

Rogério Santanna, presidente da Telebras, e as operadoras de telecom tiveram mais um round no ringue do PNBL nesta quinta-feira, 28, durante a Futurecom.

Os oponentes foram separados apenas por alguns minutos entre as apresentações na grade de programação.

"As operadoras desconsideraram o ingresso da classe C no mercado", esmurrou Santanna, durante a palestra Especial Banda Larga.

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Segundo o Jornal do Comércio, a compra foi adiada devido a alterações pontuais na qualificação técnica exigida em contrato. As sanções impostas aos participantes também foram alteradas.

Telebrás: 2 novos editais para o PNBL

A Telebrás publicou na quinta-feira, 30, dois novos termos de referência de editais para contratação da rede necessária para a implantação do  Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que levará banda larga para 4.283 municípios, ou 88% da população brasileira, até 2014.

Os editais ficam disponíveis até a quinta-feira, 14 de outubro.

PNBL não atingirá meta, diz relatório

O governo federal não deverá atingir seu objetivo de levar Internet banda larga para 40 milhões de residências até 2014. A previsão é do novo relatório da Pyramid Research.

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As operadoras de telefonia já oferecem serviços de banda larga em 97 das 100 cidades contempladas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). 

GENTE quer tirar chineses do PNBL

Fortalecer a indústria nacional de telecom por meio das oportunidades a serem geradas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). É o objetivo do Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (GENTE), que acaba de nascer da união de Parks, Digitel, Datacom, Gigacom, CPQD, ASGA, WXBR, Trópico, Icatel e Padtec.

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Operadoras questionam legalidade do PNBL

As empresas de telefonia cogitam recorrer à Justiça para tentar impedir a Telebrás de oferecer o serviço de internet rápida aos usuários finais, dentro do Plano Nacional de Banda Larga. A participação da estatal foi oficializada na quarta-feira, 05, pelo governo federal.

Telebrás vai gerir PNBL

O governo confirmou nesta terça-feira, 04, à Comissão de Valores Mobiliários, a atuação da Telebrás ao Plano Nacional de Banda Larga.

A estatal irá implementar a rede privativa de comunicação da administração federal, com foco no provimento de acesso à Internet para usuários finais “apenas e tão somente” de localidades onde inexista a “oferta adequada” do serviço.

Santanna: operadoras choram de medo

A onda de reclamação das operadoras em relação ao Plano Nacional de Banda Larga é, na verdade, temor de uma vingança de seus “consumidores maltratados”, que fazem das teles e provedores os campeões de reclamação no Procon.

A afirmação é de Rogério Santanna, presidente do principal alvo dos protestos das teles: a Telebrás, gestora do PNBL.

Santanna: em 2 meses, Telebrás pode licitar

O recém empossado presidente da Telebrás, o gaúcho Rogério Santanna, declara que seus próximos passos na estatal, gestora do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) serão colocar a empresa em operação em, no máximo, dois meses, lançar os editais licitatórios para contratar redes para o sudeste e nordeste e, até o fim de 2010, conectar 15 capitais e seis cidades interioranas.

Rogério Santanna é presidente da Telebrás

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, o gaúcho Rogério Santanna, será o presidente da Telebrás, estatal reativada para gerir a rede de fibras óticas do governo, base do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Santanna, que já foi presidente da Procempa, já avisou que sua posse depende da publicação do decreto que instituirá o PNBL e da realização de uma assembléia de acionistas da empresa.