Até 2015, os consumidores poderão comandar equipamentos ligados na rede elétrica do celular.

Esse é o plano das companhias elétricas. Segundo matéria publicada nessa sexta-feira, 06, no jornal Folha de S. Paulo, as empresas estudam montar uma operação de telefonia celular que viabilizaria o controle remoto do quadro de energia pelo telefone.

Algumas empresas já dão os primeiros passos, o que envolve investir na troca de medidores e obter licenças da Anatel para virar uma "operadora virtual".

A Ampla, diz a Folha, no Rio, já instalou cerca de 300 mil medidores inteligentes, o equivalente a 12% dos seus clientes. Já a Light, também no Rio de Janeiro, instalou 160 mil e se prepara para instalar mais 100 mil em três anos.

Outras empresas do movimento seriam a Eletrobras, que anunciou investimentos de R$ 700 milhões em automação da rede, e a Cemig, que prevê a instalação de 80 mil medidores inteligentes.

Recentemente, a Anatel recebeu pedidos de elétricas que montaram empresas para vender internet pela rede elétrica, uma tecnologia conhecida como PLC (Power Line Communication),lembra a Folha.

Com a aprovação do regulamento que permitiu empresas se tornarem "operadoras virtuais", abriu-se um novo mercado para as companhias elétricas.

No Rio Grande do Sul, a CEEE já encomendou um estudo de viabilidade para a criação da CEEE Telecom. Atualmente a CEEE conta com 1,2 mil quilômetros de linhas de transmissão em fibra óptica, utilizadas, na sua maioria, para troca de informações entre as unidades da companhia.

Pelos cálculos da empresa, ainda é necessária uma expansão de 1,1 mil quilômetros, que estenderia a infraestrutura para a região Central do estado, completando o anel da fibra óptica.

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