Pesquisa da Kantar Worldpanel Brasil indica que a classe média utiliza os mesmos recursos de um aparelho celular, considerados de alto custo, que a classe AB.

De acordo com o estudo, esses consumidores acessam mais formas de se conectar, sendo que, na camada social C, 8% já usam a internet móvel, antes limitada aos clientes de maior poder aquisitivo. Ainda nesse grupo, 11% têm a intenção de adquirir internet móvel, mas não sabem quando.

“Esses dados revelam que o aumento na renda tem propiciado novas experiências de compra à classe média, inclusive, com acesso a novos perfis de produtos que antes eram exclusivos das classes mais altas”, explica a diretora comercial da Kantar Worldpanel, Christine Pereira.

A classe C também é a que mais acumula linhas de celulares, ou seja, de todo o universo de usuários de 2 linhas, 40% é da classe C.

Na classe AB, o percentual é de 31% e de 29% na DE.

De acordo com o estudo, 60% da classe média gasta mais de R$ 150 na compra de um aparelho celular e segue os mesmos motivos de escolha que os consumidores AB. O modelo e marca do aparelho é apontado por 25% dos entrevistados nas classes AB e C como decisivo no momento da compra.

Na classe DE, o percentual é quase o mesmo: 24%.

Promoções são o segundo fator que mais influencia os consumidores, 18% na classe DE e 16% nas classes C e AB. Funções e pacote multimídia correspondem a 14% dos motivos de compra nas classes C e AB e 11% na classe DE.

Conforme a Kantar Worldpanel, na evolução mensal por classe no volume de linhas celulares, a classe C lidera, com 57,2 milhões, a classe DE tem 50,9 milhões e a AB com 39,5 milhões de usuários.

No caso do número de smartphones no país, a classe média praticamente empata com a classe AB: 36,1 milhões de aparelhos contra 39,1 milhões, respectivamente. Na camada DE, a quantidade de smartphones é de 24,8 milhões.

A pesquisa da Kantar Worldpanel apontou que, entre 2006 e 2010, a renda média da classe C subiu de R$ 1.324 para R$ 1.880.

“O aumento na renda abriu novas possibilidade de produtos e serviços no setor comercial, fazendo a classe média se destacar em potencial de consumo mais do que as classes no topo da pirâmide social”, declarou Christine Pereira.

Apesar de todo esse potencial de gasto, a classe C ainda gasta três vezes menos que a classe AB com celular, apesar de dispor de quase os mesmos recursos tecnológicos.

Na média, a classe mais abastada economicamente gasta R$ 32 por mês com celular, enquanto o setor social C gasta R$ 13 e a classe DE, R$ 10.

Com relação ao local de recarregamento do celular pré-pago, o supermercado é o preferido dos consumidores, com 19,5%. Em segundo lugar ficou farmácia com 19,3%; padarias e bares com 13,6%; bancas de jornal com 12,1% e lotéricas com 5,9%.