Até junho, os brasileiros poderão ter em mãos um tablet nacional e que se encaixe um pouco melhor no bolso – financeiramente falando, claro.

Em reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse que acredita que a indústria poderia colocar no mercado um portátil estilo iPad por um preço entre R$ 800 e R$ 1 mil.

O prazo seria quatro meses, mas dependeria de uma condição: ter os tablets no programa Computador para Todos.

“Defendemos a emenda à MP 517 que dará os benefícios da Lei do Bem (11.196/2005) também aos tablets. Com isso podemos ter a desoneração do PIS e do Cofins”, afirmou Barbato.

Ele informou que a medida reduzirá a incidência de 9,25% dos dois tributos sobre o produto.

Apple, HP, Itautec ou Positivo?
Além do apoio do governo federal, no entanto, o setor industrial considera fundamental a participação dos estados, com a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), acrescentou o executivo.

Segundo a Abinee, empresas como a HP, Itautec e Positivo teriam condições de iniciar a produção dentro de três a quatro meses no Brasil, caso fossem dados os incentivos.

Nenhuma dessas empresas, no entanto, apresentou oficialmente produtos nesse segmento. Até agora, existem rumores de que a HP estaria produzindo um tablet com o sistema WebOS, da Palm.

Até a Apple, diz Barbato, poderia produzir aqui, com fábricas conveniadas.

Dobro do preço pedido por Dilma
Apesar de ser cerca de 30% mais barato que os tablets presentes no mercado atualmente, o tablet brasileiro prometido pela Abinee ao consumidor final custaria o dobro do sugerido pela presidente Dilma Rousseff no início do ano.

Em reunião com Bernardo, Dilma sugerira algo entre R$ 400 e R$ 500.

Hoje, um iPad custa, fora do Brasil, no mínimo US$ 499 – ou R$ 835, na cotação dessa segunda-feira, 07, pelo site do Banco Central do Brasil.