A Virgin Mobile Latin America (VMLA) e a Datora Telecom anunciaram nesta terça-feira, 07, a criação de uma MVNO do Brasil.

A operadora virtual móvel nasce com planos de se tornar a principal do segmento na América Latina dentro de cinco anos, segundo divulgado pela VMLA.

Depois do Brasil, a operação se estenderá também ao Chile, em março, partindo para a Colômbia na segunda metade do ano.

Para mais tarde, já foram aprovadas pelos órgãos reguladores locais operações no México e Peru, segundo o chairman da VMLA, Phil Wallace.

Já Wilson Otero, CEO da Datora Telecom, afirma que a Datora foi a primeira operadora a receber autorização da Anatel para atuar como MVNO no país.

Para a VMLA, o foco no Brasil serão consumidores jovens, que a operadora pretende pescar com “um sistema de preços simples e transparente, produtos e serviços customizados e suporte de excelência ao cliente”, conta Wallace.

A Virgin Mobile já mantém operações de MVNO em sete países (Austrália, Canadá, França, Índia, África do Sul, Reino Unido e EUA), atendendo a 15 milhões de assinantes de serviços móveis.

Já a Datora oferece serviços VoIP na América Latina e, recentemente, criou a Datora Mobile, focada no desenvolvimento de soluções para o mercado de M2M no Brasil.

No país, a empresa tem sede em São Paulo.

Globalmente, possui operações também nos EUA, Portugal, Espanha e Guatemala.

Em expansão
A primeira MVNO brasileira foi anunciada em fevereiro de 2011 pela seguradora Porto Seguro, que firmou parceria com TIM e Datora.

Sermatel e a francesa Sisteer, ambas em parceria com a TIM, também já conseguiram autorizações para atuar como MVNO por aqui.

Publicado em novembro de 2010, o regulamento da Anatel para MVNOs permite que empresas sem frequências de rede operem no setor através de acordo com uma operadora móvel no Brasil.

Mais por vir
Conforme um estudo elaborado pela consultoria Europraxis, a projeção é que o país tenha de dez a 15 milhões de usuários de operadoras móveis virtuais até 2015.

A consultoria avalia que o mercado desta nova modalidade de negócios responderá, em quatro anos, por um faturamento de até R$ 3,5 bilhões.

Ainda segundo a pesquisa, na América Latina menos de 1% dos usuários de telefonia móvel são MVNOs, atualmente.

O quadro é bem diferente na Europa e EUA, onde o número chega até 20%, dependendo do país.