O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deve começar a definir nesta semana os aplicativos que darão a largada nos serviços de computação em nuvem governamental nas 100 cidades em que o plano começará a atuar.
 
A meta é dar a largada nos testes o início do ano que vem, destaca Cristiano Heckert, diretor de serviços de Rede da Secretaria de Logística e TI do Ministério do Planejamento
 
"A ideia é ouvir esses prefeitos para que possamos articular um piloto para serviços governamentais. O teste deve iniciar já no começo de 2011", diz Heckert.
 
Não estão definidos quais serão as opções de aplicação que os prefeitos das cidades terão à disposição. Apesar da indefinição, revela o executivo, serão apps relacionados à administração, "principalmente na parte de controle de gastos", completa.
 
A definição sobre os dois serviços que darão início à oferta de computação em nuvem governamental em 2011 será feita na reunião do Fórum Brasil Conectado, prevista para dezembro A computação em nuvem será um dos temas debatidos.
 
Sobre a possibilidade de serviços privados de cloud computing questionarem a atuação do PNBL no campo governamental, Heckert foi evasivo, conforme o site Convergência Digital:
 
"Definir o que ofertar para os municípios, quais serviços eles de fato demandam e, principalmente, como será feita a remuneração desse trabalho são desafios que se impõem, mas a oferta de produtos governamentais é um fato".
 
Caso o questionamento ocorra, não seria a primeir polêmica envolvendo o PNBL e a iniciativa privada.
 
No final de outubro, durante a Futurecom, em São Paulo, o presidente da Andrade Gutierrez, um dos controladores da Oi, Otávio Marques de Azevedo, chegou a dizer que o PNBL não existe, e que "não passa de uma lista".
 
O principal protesto é o fato de que 97 das 100 cidades onde o PNBL iniciará suas atividades já têm serviços de banda larga.