Criticando as ações judiciais do SindiTelebrasil contra a Telebrás, o presidente da estatal, o gaúcho Rogério Santanna, acusou as teles de praticar sobrepreço nos serviços prestados a prefeituras.

Para Santanna, questionar o atendimento da Telebrás ao setor público não faz sentido, já que é permitido pela Lei de Compras Governamentais.

“As operadoras não se conformam, porque vão perder muito dinheiro. Eu credito isso ao sobrepreço sistematicamente praticado, sobretudo às pequenas prefeituras, que não têm poder nenhum de negociação", disse Santanna ao jornal Valor Econômico, em matéria publicada nesta quarta-feira, 08.

Santanna acredita que a motivação das teles, que chamou de "judicialização" do setor, é o medo da concorrência com preços mais baixos.

"O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) visa a introduzir concorrência onde não há. Através da Telebrás, o governo vai usar a rede de fibra óptica como meio de transporte alternativo para baixar o custo. Os sindicatos têm feito esforços para que o processo não ande", disse.

No mês passado, o SindiTelebrasil, que reúne 29 empresas de telefonia, entrou na Justiça pedindo que a Telebrás não seja a única operadora do PNBL, alegando que isso iria ferir princípios de concorrência. O sindicato pediu também a anulação do PGMU 3.

O presidente da Telebrás afirmou não saber se a empresa vai conquistar todas as contas do setor público, mas disse que a companhia certamente baixará os preços, o que vai causar prejuízos aos concorrentes.

A matéria do Valor pode ser acessada no link relacionado abaixo, para assinantes.