Venda de celular importado dobra no país

09/12/2011 10:56

As vendas de celulares importados no Brasil mais que dobraram em 2011, somando 15 milhões de unidades, ante os pouco menos de sete milhões vendidos no ano passado.

Dos cerca de 64 milhões de aparelhos que devem ser vendidos ao todo no país este ano, os importados serão mais de 20%, movimentando em torno de R$ 1 bilhão.

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As vendas de celulares importados no Brasil mais que dobraram em 2011, somando 15 milhões de unidades, ante os pouco menos de sete milhões vendidos no ano passado.

Dos cerca de 64 milhões de aparelhos que devem ser vendidos ao todo no país este ano, os importados serão mais de 20%, movimentando em torno de R$ 1 bilhão.

Os dados são da Abinee. Conforme avaliação da entidade, com o avanço das importações de celulares, as exportações desta indústria brasileira reduziram quase à metade, caindo de 13 milhões de unidades em 2010 para 7 milhões em 2011.

Ainda de acordo com o estudo “Comportamento da Indústria Elétrica e Eletrônica – Ano 2011 e projeções para 2012”, divulgada pela Abinee na quinta-feira, 08, o principal fator para oi aumento das importações de celulares é o preço, que é “especialmente agressivo” quando se trata das indústrias asiáticas.

Hoje, conforme o estudo, é possível encontrar celular importado entre US$ 10 e US$ 15.

“Preços com os quais a indústria local não tem como competir, devido aos altos custos locais”, analisa o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Mais importados
Ainda segundo ele, a importação de equipamentos de telecomunicações em geral também cresceu no Brasil: foram 35% mais que em 2010, em operações que somaram US$ 3,8 milhões em 2011.

Já as exportações de produtos de telecomunicações caíram 19% em 2011, fechando este ano em cerca de US$ 1 milhão.

Informática
Na área de equipamentos de informática, as importações também cresceram 12%, especialmente em produtos como semicondutores e máquinas para processamento de dados.

“Estamos muito preocupados, isto reduz a competitividade da indústria nacional”, afirma Barbato. “As empresas locais estão sendo bastante prejudicadas pela taxa cambial. É uma situação difícil de ser resolvida, cabe ao governo tomar medidas para reduzir os custos do Brasil e oferecer um ambiente mais favorável para negócios”, completa.

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De acordo com anúncio feito nessa quinta-feira, 01, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, itens como fogões, geladeiras e máquinas de lavar serão isentados de IPI e IOF.

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O evento traz o tema "A luta por maior competitividade: a grande missão da Abinee e das empresas do setor eletroeletrônico", que será discutido pelo presidente da associação, Humberto Barbato.

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Tráfego em rede celular subirá 10x até 2016

O tráfego mensal de dados em redes celulares no mundo aumentará quase dez vezes entre 2011 e 2016, passando de 530 PetaBytes para 4,6 mil PetaBytes.

A estimativa faz parte de um estudo realizado pela Ericsson e não leva em conta o tráfego via WiFi, WiMAX móvel e nem entre máquinas (M2M), aponta o site Teletime.

Economia mais fraca prejudica celulares

O mercado mundial de celulares registrou crescimento de 12,8% no terceiro trimestre.

De acordo com a consultoria IDC, esse é o segundo menor resultado nos últimos dois anos, devido aos gastos mais conservadores e ao adiamento das compras de smartphones.

A demanda crescente por celulares mais baratos nos mercados emergentes manteve o crescimento do segmento. Novos smartphones, como o iPhone 4S, da Apple, devem aumentar as vendas no quarto trimestre, segundo o IDC.

Anatel reduzirá chamada de fixo para celular

A partir de janeiro próximo, as chamadas de telefones fixos para móveis terão uma redução gradual.

Até 2014, o custo deverá ser 20% inferior ao atual, segundo a diminuição da tarifa de interconexão, aprovada nessa quinta-feira, 27, pela Anatel.

Celulares pirata movimentam R$ 4 bi

A venda de celulares pirateados ou falsificados deverá crescer 19% em 2011 no mercado brasileiro e chegar a 11,4 milhões de aparelhos, movimentando R$ 4 bilhões nesse ano.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, entram na conta telefones importados ilegalmente e vendidos sem a homologação da Anatel, registro obrigatório para a comercialização.

Em geral, são cópias de modelos muito cobiçados, como o iPhone, da Apple, além de modelos da Nokia, da Samsung e da Motorola.