A Apple estaria trabalhando em versões mais baratas do iPhone.

Segundo a agência Bloomberg, que divulgou a informação nessa sexta-feira, 11, o aparelho teria como objetivo reduzir a vantagem competitiva de aparelhos com a plataforma Android, do Google.

A Bloomberg cita pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa não se manifestou.

Uma das versões seria mais barata e um terço menor. Uma tecnologia que facilite a conexão do aparelho em várias redes sem fio também está nos planos.

iPhone por US$ 200, sem contrato
O preço do modelo nos Estados Unidos seria US$ 200 (R$ 333,50), sem contrato de serviço. Hoje, um iPhone sem contrato custa a partir de US$ 599. No Brasil, R$ 2.099.

As vendas devem se iniciar no meio do ano, relata a agência.

Essa não seria a primeira vez que a Apple passou a oferecer o celular com desconto. O iPhone 3GS, antecessor do modelo atual, começou a ser vendido por US$ 49 nos Estados Unidos, preço cerca de 25% menor que o cobrado pelo iPhone 4 mais barato, porém com contrato.

Missão: frear o Android
Com a estratégia, Steve Jobs, atualmente afastado do campus da Apple, mas ainda envolvido em alguns projetos, segundo as fontes da Bloomberg, quer aumentar o apelo do iPhone e segurar o avanço do Android.

Dados da Gartner para o mercado de celulares indicam que a Apple é a quarta no ranking de plataformas móveis – o Android é o segundo colocado.

Já a consultoria Calanys aponta que a participação de mercado do Google mais que triplicou, chegando a 32,9%, no quarto trimestre de 2010. O resultado é mais que o dobro da participação da Apple, de 16%.

Nokia também está na mira
Outro alvo em potencial é a Nokia – que nessa sexta-feira, 11, anunciou acordo com a Microsoft para embarcar o Windows Phone em seus dispositivos – e atualmente lidera a vendas de aparelhos em nível mundial, com apelo especial em mercados emergentes, como China e Índia.

“Em vez de mirar em 25% do mercado de telefones móveis, a Apple estaria atrás de 100%”, disse o analista da Needham & Co. em Nova York Charlie Wolf, ouvido pela Bloomberg.