Pela quarta edição consecutiva, a Capesesp - Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) acaba de realizar sua eleição de conselheiros utilizando um sistema da porto-alegrense TOI – Terceira Onda Informações.

Com sedes em quase todas cidades do Brasil, a Capesesp descobriu a solução gaúcha quase que por acaso: ao procurar a TOI para comprar equipamentos de URA que seriam utilizados nas eleições, acabaram conhecendo o serviço de votação à distância, que elimina a necessidade de aparelhos, sistemas, pessoal especializado para suporte, contratos de manutenção, entre outras despesas.

Resultado: uma eleição construída por votos colhidos através de ligação telefônica 0800 ou via web, o que evita gastos com urnas, logística, pessoal, e cujos resultados saem em seguida ao término da votação.

"Trata-se de uma vultosa redução de custos”, destaca Hélio Gomes Pinheiro Filho, diretor da TOI. 

Tão vultosa que a Capesesp aderiu e não largou mais: como as eleições são bienais, faz seis anos que a entidade utiliza o serviço da TOI para escolher seus conselhos.

O mesmo que fazem outros clientes da TOI, como Detran, IPE, Secretaria de Segurança Pública, SUS, Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul e de São Paulo, Oi, Centro Clínico Gaúcho, Ferramentas Gerais, entre outros.

“São diversos clientes e parceiros que optaram por não imobilizar capital e pessoal para tal função”, destaca Pinheiro Filho.

Conforme o executivo gaúcho, a solução garante a segurança do processo: todos os votantes recebem senhas, geradas pelo próprio sistema, que permitem a realização e o controle da votação.

O serviço também possibilita o atendimento de suporte aos eleitores nos dias de votação.

Além disso, a solução oferece homologação oficial – no caso da Capesesp, por exemplo, as eleições são reguladas e fiscalizadas pelo Tribunal Eleitoral, que autorizou o uso da tecnologia.

Entretanto, falar em “a solução” é, no mínimo, simplista: não se trata de um produto de prateleira, mas de um serviço adaptável a qualquer que seja a necessidade do cliente.

“O Detran, por exemplo, demanda, para cada ligação, irmos até os bancos de dados do estado buscar as informações solicitadas - pontos da carteira, IPVA, informações quaisquer de veículos e condutores -, transformá-las em voz e passá-las vocalmente para o usuário que ligou solicitando-as”, comenta Pinheiro Filho. “Se ainda assim for necessário falar diretamente com o call-center, a ligação é transferida”, completa.
 
Já na Concepa, quando a TOI recebe a ligação de um dos call-boxes da Free-Way, identifica e direciona a câmera mais próxima para o tal call-box, e, ao atender ao chamado, tenta auxiliar o condutor com sua solicitação, transferindo a chamada para o posto de atendimento ou socorro mais próximo, juntamente com a imagem de onde o usuário está ligando.
 
“São aplicações bastante diversas, indo do torpedo de voz (ligações com uma mensagem para diversas pessoas), para o qual estamos sendo consultados por diversos candidatos e partidos políticos; até soluções complexas, integrando as mídias como web, e-mail, SMS, fax, telefonia fixa e celular, etc”, explica o diretor.

Segundo ele, se a empresa possui uma página web ou sistema informatizado, estes podem ser reproduzidos e usados por e para o atendimento telefônico, minimizando a necessidade de pessoas para o atendimento de chamadas telefônicas e pesquisas de informações.

“Pessoas podem ser usadas para fins mais nobres e produtivos do que atendimentos simples", avalia o executivo, que prevê para a TOI uma expansão na casa dos 12 a 15% em 2010, seguindo a média dos últimos anos.