Clenir Wengenowicz, diretora regional da Vivo Sul

A Vivo espera chegar até o final do ano com 300 cidades cobertas pelo sinal de Internet 3G no Rio Grande do Sul, totalizando 60% do número total de municípios gaúchos e 84% da população.
 
O número representa um pouco menos do dobro dos 156 municípios com sinal em julho deste ano – quando a cobertura já chegava a 82% da população – e cinco vezes mais do que as 65 cidades atendidas em julho de 2010.
 
Apesar do salto, a quantidade ainda fica abaixo das metas estipuladas pela própria companhia em julho de 2010, quando o então presidente Roberto Lima estabeleceu uma meta de 365 cidades até o final de 2011.
 
A operação gaúcha da companhia, no entanto, se saiu melhor na execução das metas do que o país como um todo.
 
No país, a Vivo deve fechar o ano com 2000 cidades cobertas pelo 3G, 30% abaixo da meta inicialmente estabelecida de 2832. No Rio Grande do Sul, a diferença é de 18%.
 
Tanto a operação nacional como a gaúcha podem destacar que mesmo abaixo da meta, ainda estão muito à frente da concorrência, com mais cidades cobertas pelo 3G do que Oi, TIM e Claro juntas. No Rio Grande do Sul, os concorrentes somam 127 cidades.
 
A expansão do 3G tem um viés estratégico para a Vivo desde que foi acertada a fusão com a Telefônica, uma vez que a estratégia é usar a rede 3G para vender serviços de telefonia fixa.
 
A área do DDD 51, que inclui Porto Alegre e a região metropolitana, foi a primeira no país a receber o chamado Vivo Box, que inclui conexão a internet e telefonia fixa em um só pacote. 
 
“Até o final de 2012, estaremos com essa oferta em todas as regiões do estado”, garante Clenir Wengenowicz, diretora regional da Vivo Sul.
 
Entrada no 1,8 mil Mhz
Como o Baguete Diário já havia adiantado na semana passada, a Vivo anunciou nesta segunda-feira, 12, o início da oferta de telefonia móvel na faixa de 1,8 mil Mhz, já iniciada em Santa Catarina e no Paraná.
 
Com o início do uso da nova faixa do espectro móvel, a empresa afirma que poderá duplicar a capacidade da sua rede, além de transformar os seus chips nos únicos que funcionam em 100% dos aparelhos GSM desbloqueados.
 
No Rio Grande do Sul, o poder de fogo adicional pode ajudar a defender a liderança dos seus 42% de participação, atacados por promoções especiais, promessas de investimentos e juras de amor à cultura gaúcha da Claro (32,26%), TIM (12,76%) e Oi (12,07%).
 
A Telefônica não detalha investimentos por área ou geografia, mas no total destinou R$ 6 bilhões ao Brasil em 2011, parte de um montante planejado de R$ 24,3 bilhões para 2011-2014, uma alta de 52% frente ao quadriênio anterior.