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A Pado, fabricante de cadeados e fechaduras, adotou um data center container da Aceco TI para sua sede, em Cambé, cidade da região de Londrina, no Paraná.

A obra, cujo investimento a Pado não divulga, foi implantada em 90 dias e soma capacidade de 500 TB de armazenamento, com  dois HP BladeSystem c7000 Enclosures, dois servidores DL 580, dois DL 360, um switch A7500, um storage EVA 4100, um EVA 6400 e um MSA1000.   

O data center, onde rodam o ERP SAP, RH Senior, sistemas satélites, serviços de e-mail e dados da companhia paranaense, foi implantado pela Aceco TI, responsável pelo projeto de mais de 85% dos data centers certificados Tier III pelo UpTime Institute na América do Sul, o que inclui clientes como Alog, Ativas e T-Systems.

O contrato de cinco anos também envolve suporte e operação.

Fernando Almeida Prado, diretor de Marketing e Vendas da Aceco, detalha que todos os storages estão ligados por interface Fibre Chanel com os Blades.

Já a infraestrutura de backup conta com uma MSL 2024 da HP Ultrium 4 com capacidade para 800GB por mídia e uma MSL 4048 Ultium 5 com capacidade de 1.6TB por mídia, todos gerenciados pelo software Data Protector, da HP.

Quanto à opção pelo formato container, o gerente de TI da Pado, Gustavo de Lion Yamane, afirma que deveu-se à demanda de alta capacidade de armazenamento em pouco espaço físico.

A flexibilidade e mobilidade de uma estrutura assim também pesou na escolha, embora o gestor afirme que não há intenção de utilizar o data center em outras localidades no momento.

“Temos uma estrutura flexível, com modularidade e capacidade de adaptação ao tamanho, quantidade e potência dos equipamentos que precisarmos instalar, e com a mesma segurança das salas-cofre certificadas, em versão outdoor”, destaca Yamane.

Ainda conforme o executivo, a fabricante que detém 68% do mercado nacional de fechaduras e cadeados já possuía outro data center, que ficará com a infraestrutura menos crítica, não levada para o container.

No container, outros motivadores da adoção foram baixo consumo de energia elétrica, sistema de resistência a arrombamento classe WK3 e de resistência a água e poeira IP66.

Já a escolha do fornecedor foi embasada no portfólio e carteira de atendidos, segundo Yamane.

No mercado há quase 40 anos, a Aceco é especializada em data centers e já construiu mais de 450 estruturas no Brasil e América Latina, estando atualmente envolvida na construção simultânea de 46 data centers, com ritmo de entrega de um a cada cinco dias.

Com sede em São Paulo, a empresa tem filiais em Brasília, Rio de Janeiro, Interior de São Paulo, Argentina e representantes em toda América Latina.

Além dos já citados, a carteira de clientes da Aceco traz nomes como HP/EDS, O Boticário, Sonda IT, CPFL, Elektro, STF, STJ, BNDES e Banco do Brasil, entre outros.

Recentemente, a companhia recebeu  um aporte de valor não revelado do General Atlantic LLC por uma participação minoritária no negócio.

Nos últimos dez anos, a Aceco TI cresceu 25 vezes, atingindo vendas de mais de R$ 500 milhões.

Todo mundo quer o Sul

A fornecedora paulista não é a única interessada no mercado de data centers do Sul, especialmente na área de containers.

A Gemelo, empresa de ousourcing de TI também de São Paulo, também aposta nos centros de dados móveis, com capacidade para até 17 racks e pagamento mensal como serviço que varia de R$ 30 mil a R$ 50 mil.

O valor - cerca de R$ 3 mil por rack – é diferencial da empresa, mas não é o único: assim como a Aceco, a Gemelo também foca na redução do custo de energia, que pode cair em até 40%.

No Sul, a Gemelo também vai oferecer uma opção compartilhada, na qual as empresas poderão contratar o racks individuais por valores em torno de R$ 5 mil.

Conforme Sidney Fabiani, presidente da companhia, a oferta é a bola da vez para empresas com sites em locais remotos ou necessidades temporárias de processamento – em alta com a vinda de mega eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas.

A Gemelo, que abriu as portas em 2001 como um investimento da Intel e da Compaq e foi assumida pelos sócios brasileiros em 2006, tem projeção de faturar R$ 40 milhões em 2012.