A Nextel arrematou 11 dos 13 lotes da banda H leiloados nesta terça-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Com as aquisições, a companhia abre caminho para entrada no mercado de telefonia celular de terceira geração (3G), cuja principal característica é o acesso à internet em banda larga.

A expectativa da agência reguladora é que, até 2018, quase 275 milhões de linhas estejam operando no país. Destas, 125 milhões de banda larga. A Nextel, que já opera no serviço móvel especializado (SME), também conhecido como trunking, chegou a pagar ágio de 205,5% por um dos lotes arrematados.

No total, a Nextel vai desembolsar cerca de R$ 1,2 bilhão pelas licenças para operar o serviço de telefonia celular 3G.

“Além de ampliarmos nossa oferta de serviços diferenciados, a partir da banda larga móvel, a Nextel também aumenta suas oportunidades de negócio. Nosso foco em prestação de serviços de qualidade, no entanto, continuará sendo nosso diferencial, além da integração do serviço de rádio digital (PTT) com o 3G”, afirma Sergio Chaia, presidente da Nextel.

A empresa tem um plano de investimentos para a instalação da infra-estrutura 3G nas praças referentes aos lotes adquiridos no leilão da Banda H. “Estamos bastante preparados para cumprir e superar as metas estabelecidas por nós e pela Anatel”, diz o presidente da operadora.

Com a abertura para um novo mercado, a Nextel, que hoje possui participação de cerca de 8% no mercado pós-pago de telefonia móvel, pretende ampliar sua atuação.

CTBC arremata dois lotes
Os dois lotes restantes ficaram com a CTBC (operadora de telefonia do Triângulo Mineiro), que pagou ágio de 32,41% pela área que abrange municípios do interior do estado de São Paulo; e com a operadora de telefonia móvel Oi, que ofertou um valor 62,29% superior ao preço mínimo pela área que abrange cidades do interior de Minas Gerais.

Com o leilão, a agência espera que, no prazo de 60 meses, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes sejam atendidos pela banda H de telefonia celular. No caso das capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes, o prazo determinado pela agência é de dois anos, no máximo.