A resistência não perseverou.

Depois de 36 horas de oposição à parceria Microsoft e Nokia, anunciada na semana passada pelas empresas, o movimento Nokia Plan B (Nokia, Plano B), recolheu o estandarte e declarou o fim da campanha que alteraria as regras do acordo recém-firmado.

O plano era obter a maioria na assembleia de acionistas marcada para maio e mudar a estratégia.

Segundo post no blog do “movimento”, centenas de investidores contataram o grupo, composto de nove acionistas da empresa, dizendo que os apoiariam.

Um grupo de peso, envolvendo investidores institucionais, desencorajou os “nove jovens acionistas”, como eles mesmos se descreveram, de ir adiante.

Além disso, disseram os “revoltosos”, fazia parte do panos deles usar uma mão de obra que provavelmente já teria saído da empresa por ocasião das mudanças. “Seria uma verdadeira batalha manter a estratégia nesse cenário”, escreveu o grupo Plan B.

Plano B na Nokia
Lançado na terça-feira, o Nokia Plan B previa a manutenção de softwares desenvolvidos pela própria empresa finlandesa e uma restrição no acordo com a Microsoft, embarcando o software móvel em apenas dois modelos.

Com o escanteamento da MS, o MeeGo se tornaria a plataforma principal, e o Symbian ganharia sobre vida – em pesquisa e desenvolvimento – por mais cinco anos.

No meio de todas as mudanças, o CEO da empresa, Stephen Elop, que articulou a parceria com a Microsoft, seria demitido.

Depois da decisão de recuar, nenhuma das medidas será implementada. E para os que seguem descontentes, diz o post dos investidores, o melhor a fazer é “investir em outro lugar”.

Segundo dados da consultoria Gartner, a Nokia, apesar de liderar o ranking, perdeu terreno nos mercados de dispositivos móveis e smartphones em 2010. As quedas foram, respectivamente, de 20,6% e 19,8%.