A TIM confirmou nessa quinta-feira, 15, que fará uma oferta pública de ações de até R$ 1,7 bilhão.

Segundo o jornal Valor Econômico, a operação será toda primária, ou seja, os recursos levantados vão ingressar no caixa da companhia, que já apresenta uma folga financeira significativa.

A controladora Telecom Italia, detentora de 67% dos papéis da subsidiária brasileira, pretende acompanhar a operação. Para manter sua fatia, terá de aportar cerca de R$ 1,1 bilhão.

Hoje, diz o Valor, a companhia está avaliada em torno de R$ 20 bilhões. Neste ano, o valor de mercado retomou um patamar só alcançado em 2007. Como a empresa não tem dívida elevada, não haveria necessidade de correr para fazer uma oferta no atual contexto.

O valor que planeja levantar é quase o mesmo que vai pagar pela compra da AES Atimus, fechada em julho por R$ 1,6 bilhão.

Conforme o Valor, os recursos vão ajudar a TIM a se preparar para o leilão das frequências da quarta geração da telefonia móvel (4G), previsto para abril.

Nesta semana, o presidente da operadora, Luca Luciani, defendeu o adiamento da disputa, alegando que seria melhor rentabilizar as redes já implantadas. A Anatel vai manter a data.