Os leilões da banda H da telefonia de terceira geração (3G) realizados nesta semana pela Anatel deram a largada para uma nova corrida na oferta de telefonia móvel nacional, levando Nextel e Vivo a abrir a temporada de promessas.

“Em breve, o consumidor brasileiro poderá conviver num ambiente de serviços de banda larga, com um grau de satisfação ainda não visto nos serviços prestados pelos concorrentes”, disse Sergio Chaia, levantando a bandeira da satisfação do cliente.

A empresa de Chaia arrematou 11 dos 13 lotes da banda H leiloados pela agência, desembolsando cerca de R$ 1,2 bilhão pelas licenças.

“Eu prometo que nós vamos entregar uma experiência que vai deixar o consumidor extremamente satisfeito”, completou.

Segundo o site Reclame aqui, a Nextel teve 989 reclamações nos últimos 12 meses, com índice de 99,4% de atendimento e resolução de 66,4%.

A Vivo, líder no mercado de telefonia móvel no Brasil, segundo a Anatel, teve 6.091 reclamações no mesmo período.

“Nós já somos bons na telefonia celular, e prometemos fazer o mesmo na internet móvel”, arrematou Chaia, sem entrar em detalhes quanto ao grande diferencial da Nextel frente as outras operadoras que já atuam no segmento em nível nacional.

Respigando a sobra do leilão, a Vivo também entra na briga, prometendo dobrar a cobertura 3G em 2011. Foram gastos R$ 550 milhões por lotes que incluem 11 estados diferentes.

A expectativa da operadora é passar dos atuais 1.047 para 2.832 municípios cobertos, adicionando quatro por dia.

Integrada à espanhola Telefônica, a Vivo tem agradado a nova direção.

“O Brasil é o segundo maior mercado da Telefônica e só perde para a Espanha”, disse o presidente do grupo Telefônica Brasil, Antonio Carlos Valente.

Segundo Valente, a companhia investiu nos últimos 12 anos € 37 bilhões na filial.