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Os acionistas da Portugal Telecom terão de escolher entre dar poder à empresa para criar valor a prazo e crescer no Brasil através da Vivo, ou abdicar da opção de crescer no país, aceitando a oferta da Telefônica, que fica aquém do real valor do ativo.

Foi o que declarou o presidente da operadora, Zeinal Bava, durante uma conferência do Santander realizada na quarta-feira, 16, em Lisboa.

Conforme Bava, a oferta da Telefónica não reflete o valor potencial da Vivo, não divide as sinergias com os acionistas da PT e não incorpora a escassez deste ativo e um possível movimento de consolidação do setor no Brasil, informa a Reuters.

O conselho de administração da operadora portuguesa concorda: segundo Bava, os acionistas já consideraram a oferta de € 6,5 bilhões feita pela Telefónica para comprar sua participação na Vivo abaixo do valor estratégico da brasileira para a espanhola.

Em 30 de junho, uma assembleia geral de acionistas da Portugal Telecom vai deliberar sobre a proposta da Telefônica (que iniciou em € 5,7 bilhões e foi rejeitada no mês passado).

O bate pé da PT tem motivo: maior operadora de telefonia móvel do Brasil, a Vivo tem 54 milhões de clientes.
A operadora disponibiliza, hoje, Internet móvel em 732 cidades e, conforme previsão da Anatel, até dezembro de 2011 deterá 85% da cobertura 3G do país.