Rafael Steinhauser e Paulo Bernardo. Foto: Agência Brasil.

A Qualcomm aterrissou com uma série de promessas no Ministério das Comunicações em Brasília nesta sexta-feira, 20.

Executivos da multinacional de tecnologia 3G divulgaram a abertura de centro de pesquisa e desenvolvimento focado em tablets para mercado em massa, com um laboratório para apoiar desenvolvedores brasileiros de aplicativos móveis.

O centro, o primeiro do gênero da multinacional, deve ficar em São Paulo, em uma cidade ainda não escolhida a ser divulgada nos próximos meses.

“A tecnologia sem fio tem se tornado um catalisador global para mudança, e a nossa colaboração prevista com o governo brasileiro espera conectar mais pessoas à internet por meio de smarpthones e tablets”, afirma Rafael Steinhauser, vice-presidente sênior e presidente da Qualcomm para a América Latina.

Além das atividades de P&D, a multinacional trará sua unidade de venture capital, a Qualcomm Ventures, para investimentos em start-ups locais.

A Qualcomm também planeja cooperar com a indústria local de eletroeletrônicos e com os centros de educação e de tecnologia brasileiros no campo de comunicações sem fio e do programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual o governo espera mandar 100 mil estudantes para o exterior.

Em contrapartida, a companhia, dona de um faturamento de US$ 15 bilhões em 2011, espera incentivos do governo para baratear o custo dos smartphones no país.

Durante a audiência, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse esperar que a Qualcomm invista em P&D voltada para levar o LTE, o 4G, para a faixa de 450 MHz, onde, hoje, a tecnologia disponível é o CDMA, também dominada pela fabricante norte-americana.

Bernardo disse que o governo deve fazer um esforço para baratear os smartphones, na linha do que vem sendo feito com os tablets, estimulando a fabricação local, assim como combater os celulares piratas, que segundo dados da Abinee, totalizam 30% do mercado nacional.