Presidente da CEEE, Sérgio Campos Morais (E), assinou o contrato com o CPqD

Em abril, a CEEE Telecom – que promete usar a fibra da empresa para banda larga – deve começar a andar.

Foi assinado nesta terça-feira, 21, o contrato com o CPqD para estudar a viabilidade de uma empresa de telecomunicações vinculada à companhia de energia gaúcha.

Esse estudo será a base para o modelo de negócios da nova empresa, explica o presidente da CEEE, Sérgio Campos Morais.

A CEEE pagará R$ 364 mil pela análise docentro paulista de pesquisa em telecomunicações. Ela será entregue em até três meses, contados a partir do dia 4 de janeiro.

Hélio Marcos Machado Graciosa, presidente da CPqD, diz que serão explorados três modelos de negócios: unicamente como backbone, ou oferta conjunta de backbone e backhaul (cenários que serviriam para empresas e provedores).

Uma terceira possibilidade acrescenta e a oferta ao consumidor final.

“Se esse estudo for bem feito vocês poderão tomar decisões que alavanquem o desenvolvimento”, enfatiza Graciosa.

Criada em 1976, a CPqD, vencedora da licitação iniciada em setembro, já desenvolveu estudos similares para a Companhia Energética de Brasília (CEB), Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Companhia Energética do Maranhão (Cemar).

Expansão da fibra
Atualmente a CEEE conta com 1,2 mil quilômetros de linhas de transmissão em fibra óptica, utilizadas, na sua maioria, para troca de informações entre as unidades da companhia.

Pelos cálculos da empresa, ainda é necessária uma expansão de 1,1 mil quilômetros, que estenderia a infraestrutura para a região Central do estado, completando o anel da fibra óptica no Rio Grande do Sul.

O investimento necessário para a expansão é de R$ 61 milhões.

Segundo Morais, presidente da CEEE, o controle da empresa também será decidido a partir do estudo. Há possibilidade de a empresa ser controlada por um grupo privado, parceiro do investimento, por exemplo.

“São os caminhos que começam a ser desenhados”, completa Morais.

Autorizada
O Grupo CEEE já conta, desde 1999, com outorga da Anatel para explorar o Serviço Limitado Especializado, nas submodalidades Serviço de Rede Especializado e Serviço de Circuito Especializado, de interesse coletivo, não aberto à correspondência pública, em âmbito interior e internacional, por prazo indeterminado, sem exclusividade para prover telecomunicação entre pontos distribuídos, de forma a estabelecer redes de telecomunicações distintas a grupos de pessoas jurídicas que realizam uma atividade específica.