A TIM voltou a entrar na mira do Procon de Florianópolis.

A operadora foi notificada no final da semana passada por “inúmeras reclamações em relação à ineficiência de alguns dos serviços prestados pela operadora” aos clientes florianopolitanos.

Constante queda de sinal, dificuldade dos clientes para realizar e receber chamadas e ausência de sinal por mais de 24 horas em alguns casos são alguns dos problemas relatados.

No último relatório divulgado pelo Procon local, referente ao ano passado, a TIM teve 43 reclamações registradas, o terceiro maior número, sendo 35 por cobrança abusiva.

A operadora atendeu a 58% das queixas totais dos consumidores.

“O consumidor é o fiscal, pois só ele poderá informar (ao Procon) os problemas que vêm ocorrendo”, incentiva Tiago Silva diretor do Procon de Florianópolis.

Em abril, a operadora já foi multada em R$ 1 milhão pelo Procon de Florianópolis por descumprimento de uma determinação que impedia as lojas da empresa de venderem produtos por 48 horas.

Numa unidade do centro da cidade, um fiscal à paisana comprou um chip para celular.

O Procon explica que a TIM já havia sido notificada diversas vezes antes dessa multa, mas não conseguiu se adequar ao que determina o Código de Defesa do Consumidor.

Em uma das notificações consta que o cliente da operadora contratou um serviço por R$ 29,90 mensais e sua conta veio com o valor de R$ 1.038.

Segundo dados de outubro, divulgados pela Anatel, a TIM é a maior operadora, em participação de mercado, em Santa Catarina. A base total da TIM no mercado catarinense é de 2,8 milhões de assinantes, sendo 577 mil deles na base do pós-pago.

No total de 7 milhões de usuários da telefonia móvel nem Santa Catarina, a líder tem 38,73% de mercado, seguida por Vivo (25%), Claro (22,05%) e Oi (14,22%).