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A fabricante de chips portuguesa Nanium pode ser a empresa da área que São Leopoldo está tentando atrair para a cidade.

 
Na semana passada, a companhia confirmou ao governo brasileiro que iniciará suas atividades no Brasil até a primeira semana de fevereiro, com a constituição da Nanium Holding. 
 
De acordo com informações da Nanium, a sede ficará em Belo Horizonte e, em um primeiro momento, irá operar apenas na prestação de serviços, como consultoria na área de tecnologia aplicada.
 
Uma fábrica de encapsulamento de semicondutores deve ser instalada em um local não revelado até março. Os investimentos também não foram divulgados. 
 
É aí que a cidade gaúcha parece entrar na história, já que segundo rumores que tem sido divulgados na imprensa local, o município já teria pedido isenção fiscal para uma empresa do ramo.
 
Além disso teria sido pedido financiamento no valor de R$ 7 milhões para a construção de uma fábrica em parceria com a Unisinos.
 
Dados divulgados pela Zero Hora falam de investimentos projetados de US$ 120 milhões, com previsão de gerar 750 empregos.
 
São Leopoldo tem a seu favor o fato de já ter um projeto de semicondutores, com a  joint venture brasileiro-coreana HT Micron, atualmente em fase de construção no Tecnosinos. 
 
Projetada para abrir as portas no fim deste ano, a fábrica tem investimentos previstos de US$ 200 milhões em equipamentos.
 
Em um modelo que poderia se repetir com a Nanium, a Unisinos está bancando a construção da fábrica com R$ 40 milhões do BNDES.
 
As instalações serão alugadas posteriormente à HT Micron, que hoje opera em outro local bancado pela universidade com recursos de R$ 4,5 milhões. No futuro, o espaço receberá o Instituto de Semicondutores da Unisinos.
 
O outro negócio do ramo já em operação é a Smart Modular Technologies, fabricante norte-americana de chips, que acaba de anunciar um investimento de US$ 150 milhões em sua operação brasileira ao longo dos próximos três anos.
 
A ação reforça o interesse da companhia no país, já demonstrado por outros US$ 120 milhões investidos nos últimos cinco anos na operação local.
 
Quem é a Nanium
As primeiras informações sobre uma possível vinda da Nanium datam de junho de 2011, quando o Valor Econômico publicou que Rússia e Brasil disputavam o investimento.  
 
A companhia foi criada por bancos e o governo português a partir da filial da alemã Qimonda que, em março de 2009, sucumbiu à crise desencadeada em setembro do ano anterior com o rompimento da bolha imobiliária dos Estados Unidos.  
 
O governo português uniu-se aos credores, ficando com cerca de 18% da empresa, para salvar a filial da empresa localizada em Vila do Conde, arredores da cidade do Porto, no norte do país.