Com alta de 7,17% na comparação anual, a TIM praticamente alcançou a Claro na corrida pelo segundo lugar no mercado brasileiro de celulares em junho de 2011.

Segundo dados da Anatel divulgados nessa terça-feira, 26, as duas operadoras têm a mesma participação de mercado – 25,55%.

Ainda assim, a TIM segue em segundo lugar, por uma diferença de 9.469 clientes.

No topo do pódio continua a operadora Vivo, com 29,47% de mercado – retração de 0,01 ponto percentual na comparação com o mês de maio, mas de 2,57% na comparação com o mesmo mês no ano passado.

A Oi é a quarta, com 19,1% de participação num mercado que chegou a 217,3 milhões de acessos no sexto mês do ano.

TIM acelerada em 2011
Na briga pela vice-liderança, a TIM têm mantido o pé no acelerador. Desde janeiro, a média de crescimento mensal, frente ao mesmo mês no ano anterior, é de 6,58%, a única com saldo positivo nos ganhos de participação.

De janeiro a junho de 2011, a TIM teve variação de 1,63% - entre avanços e retrações. O mês em que a operadora mais avançou foi o de junho, com alta de 0,83% sobre o mês anterior.

Já a Claro tem na média um valor negativo: -0,03% de variação nas comparações anuais desde janeiro.

Se as médias se mantiverem, para as duas operadoras, a virada deve ocorrer no mês de julho, especialmente se o desempenho de julho se mantiver – quando a TIM foi a única operadora a ganhar mercado frente ao mês anterior.

Carona nas classes C e D
Os planos de avanço da TIM se intensificaram no ano passado.

De olho no avanço das classes C e D, a operadora fez novos investimentos e promoções. Uma das ações mais recentes foi o anúncio de R$ 1 bilhão para duplicação da rede de acesso móvel de voz.

Além disso, a operadora lançou, em abril, planos exclusivos para pequenas e médias empresas.

E tanto TIM quanto Claro assinaram contratos com a Telebrás para entrada na oferta de 1 Mbps por R$ 35, via internet móvel, no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

A TIM encerrou 2010 com receita líquida de R$ 14,46 bilhões, 5,2% a mais do que em 2009. A Claro fechou o ano passado com R$ 10,5 bilhões no mesmo indicador.