A Siemens Healthcare do Brasil, divisão de diagnóstico por imagem da multinacional, adotou smartphones MC70, da Motorola Solutions, para automação e gestão online de sua equipe técnica em campo.

Ao todo, 150 técnicos utilizam os coletores de dados, que dispõem de leitores de código de barras 1D e 2D, suporte para GPS e GPRS.

Com isso, informações sobre atendimentos de suporte a equipamentos hospitalares, que antes eram feitas em papel, necessitando de digitação, passaram a ser coletadas e repassadas de forma 100% eletrônica.

“Isso nos dá maior controle sobre os períodos gastos pelos profissionais nos atendimentos”, explica o analista de processos da Siemens Healthcare, Henrique Franchi.

Em uso desde janeiro, os equipamentos já permitem atender a uma média de 25 mil incidentes, em mais de 15 mil visitas em todo o Brasil.

No projeto, os equipamentos foram fornecidos pela Seal Tecnologia.

Conforme o gerente de Operações de Serviços da Siemens Healthcare, Rinaldo Tomiyama, a introdução dos coletores de dados possibilita mais precisão e transparência na elaboração de relatórios aos clientes.

“Todas as informações são repassadas aos e-mails em aproximadamente cinco minutos. Antigamente, os técnicos esqueciam de encerrar os chamados no call center e não tínhamos conhecimento do tempo despendido por eles”, afirma Tomiyama. “Com os instrumentos, recebemos elogios e comentários que outros concorrentes não trabalham com essa tecnologia”, acrescenta.

No primeiro semestre do próximo ano, o projeto terá a segunda fase: os técnicos em campo poderão estimar para o cliente os prazos para a compra de peças, importação, disponibilidade em estoque e devolução de peças.

“Com isso, a empresa vai se alinhar nos processos de gestão de TI com a matriz e outras filiais ao redor do mundo”, finaliza Tomiyama.

A Siemens Healthcare fornece soluções de diagnóstico por imagem, diagnósticos laboratoriais e TI para a área médica e de aparelhos auditivos.

Só nesta divisão, a Siemens emprega cerca de 48 mil pessoas ao redor do mundo, com receita de € 11,9 bilhões e lucro de € 1,5 bilhão no exercício de 2009.

No Brasil, a unidade está desde 2007.