Tamanho da fonte: -A+A

A Ceitec S.A. chegou à fase final de desenvolvimento de um novo chip para aplicações em logística com tecnologia de radiofrequência, chamado CTC13000.

Direcionado ao mercado de RFID, o chip oferece a possibilidade de rastreamento de itens, por meio de um registro de informações armazenadas em sua memória interna.

“O chip pode ser usado em praticamente qualquer situação que exija identificação e rastreamento de mercadorias e registro eficaz de informações de produtos e processos”, diz o diretor-presidente da estatal, Cylon Gonçalves da Silva.

Entre os exemplos citados por Cylon estão rastreamento de itens durante toda a fase de produção, assim como para controle de estoque e de pós-fabricação, por exemplo.

Também pode ser usado para identificação de bagagens aéreas, de produtos no varejo (supermercados) e na área de saúde (medicamentos, controle de pacientes).

Desenvolvido na tecnologia de 180nm, o CTC13000 atende em sua totalidade o padrão EPCglobal Class1 Gen2 e utiliza transmissão de dados; por meio de codificação por intervalo de pulso (PIE) e modulação em amplitude (ASK).

O chip RFID opera em ultra-alta frequência (UHF) na faixa de 860-960 MHz, com taxa de comunicação de dados entre 40 kbps e 640 kbps.

São 1kbits de memória interna (512bits de memória de usuário) com retenção de 10 anos.

O CTC13000 está em testes no Centro de Excelência em RFID da HP – único laboratório acreditado pela EPCglobal no Brasil, e primeiro, no mundo, acreditado em testes de portal, esteira e estáticos.

O RFID CoE foi estabelecido em 2005 para promover o desenvolvimento da tecnologia de identificação por radiofrequência no país.

Além do chip recentemente finalizado, o Ceitec conta com o CTC11002 (Chip do Boi), primeiro chip da empresa produzido em volume, que opera em baixa frequência.

A empresa também desenvolve um chip para RFID em alta frequência, hoje em fase inicial de testes.

Criado por decreto presidencial em novembro de 2008, o centro de desenvolvimento de chips teve o orçamento incrementado 13 vezes em seis anos, consumindo R$ 300 milhões – o dobro do previsto inicialmente.