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Na assembléia realizada nesta quarta-feira, 30, pelo conselho da Portugal Telecom para avaliação da proposta de venda da participação da operadora na Vivo para a Telefônica por € 7,15 bilhões, 74% dos acionistas do grupo português aprovaram a transação.

O negócio, entretanto, foi vetado pelo governo de Portugal, que usou de golden share (quantidade de ações que permanecem como propriedade do governo, que lhe permitem votar matérias de interesse estratégico e garantem poder de veto).

A posição do governo português não é novidade: na sexta-feira, 25, o primeiro ministro, José Sócrates, já havia indicado que poderia optar pelo golden share, afirmando que havia orientado a Caixa Geral de Depósitos (CGD) a votar contra a oferta da Telefônica.

De acordo com o Diário Económico, a Telefónica foi impedida de manifestar seu voto durante a assembleia, que contou com uma presença inferior à esperada de acionistas - cerca de 68%.

A operadora espanhola fez o que pode para convencer os acionistas da PT: até a terça-feira, 29, por exemplo, a maior oferta feita pela companhia era de € 6,5 bilhões. Há poucas horas da reunião do conselho, porém, o valor subiu em 10%.

A diretoria da Portugal Telecom não se posicionou sobre o novo valor, mas o presidente do conselho de administração do grupo, Henrique Granadeiro, garante que a proposta não foi apresentada oficialmente ao conselho.

A PT defende o Brasil como um mercado estratégico para seu crescimento. E os números comprovam a posição: no país, as vendas da operadora (via Vivo) subiram 27% no primeiro trimestre. Já em Portugal, a receita caiu 3,6%.