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O número de residências com TV por assinatura no Brasil encerrou setembro em 11,8 milhões. Apesar de representar alta de 2,2% em relação a agosto, o índice é menor do que os 13,1 milhões previstos pela agência para 2004.

A projeção para sete anos atrás constava no documento Perspectivas para Ampliação e Modernização do Setor de Telecomunicações (Paste), elaborado pela Anatel em 2000.

Conforme os dados da agência em relação ao período de janeiro a setembro de 2011, o crescimento do mercado de TV por assinatura foi de 21,7%, aumento de 2,1 milhões no número de usuários em relação ao mesmo período do ano anterior.

Só no mês passado, o serviço que mais cresceu foi o de TV por assinatura via satélite (DTH), com alta de 3,6% - abaixo da expansão registrada em agosto, que foi de 5%.

Já o número de domicílios com TV a cabo aumentou 0,8%, abaixo do 1% do mês anterior.

Ainda conforme a Anatel, as prestadoras com transmissão de imagens por micro-ondas (MMDS) perderam 2,3% de sua base no mês passado.

Conforme avaliação da agência reguladora, uma das principais razões para esse quadro é que há mais de 10 anos não é realizada licitação de TV a cabo no Brasil – a última foi em outubro de 2000.

Na época, apenas um interessado podia explorar o serviço por cidade. Hoje, cerca de 300 municípios do país contam com TV a cabo.

Com o novo marco regulatório da TV por assinatura no Brasil, que abre o mercado às empresas de telefonia fixa e ao capital estrangeiro, a expectativa da Anatel é aumentar a competição do setor e permitir a convergência tecnológica com a oferta de combos de serviços diversos, como telefonia, banda larga e TV paga.

Com este novo quadro, a estimativa é expandir, até 2015, para 20 milhões o número de assinantes de TV por assinatura no país.