Leandro Balbinot

A TI das Lojas Renner já entregou a primeira das demandas de negócio relacionadas à compra da Camicado Houseware, um negócio de R$ 165 milhões anunciado em abril.

Desde o começo de outubro, os clientes da Renner podem comprar com o cartão da loja na Camicado e vice-versa.

Nos primeiros dias, cartões Renner já responderam por mais de 20% das vendas das lojas Camicado. A previsão é a participação alcance os 54% registrados em média na controladora, que é focada no segmento de vestuário, calçados e acessórios.

“O que foi feito foi uma integração do datacenter e dos links de telecomunicações, pelos quais trafegam os dados de cartões próprios”, comenta Leandro Balbinot, gerente de TI da Lojas Renner.

De acordo com Balbinot, a decisão foi facilitada porque a Renner já havia feito a decisão de migrar seu data center para a UOL Diveo, em São Paulo.

No momento, a TI da Camicado segue funcionando em separado, e não há planos para unificação dos sistemas de gestão das empresas. A Camicado usa uma solução da SAP e a Renner da Oracle.

“O que é certo é que nós vamos manter uma estrutura altamente escalável para responder tanto à demanda natural de crescimento como a novas aquisições”, adianta Balbinot.

A Renner tem planos de aumentar de 27 para 101 o número de lojas da Camicado no país num prazo de cinco anos após a aquisição.

Já a marca principal deve abrir 21 lojas no quarto trimestre, contra 12 dos primeiros nove meses de 2011. Para o ano que vem, a meta são outros 30.

Ainda há a possibilidade de crescimento inorgânico, com a volta das Renner às compras: o negócio da Camicado foi o primeiro depois que a empresa desistiu de comprar a Leader em meio à crise econômica em 2008.

Para o gerente de TI da Renner, a resposta para obter a escalabilidade é a mesma que a companhia vem adotando até o momento: computação em nuvem.

É com a Oracle
E na estrutura de cloud, a rede varejista vai de Oracle.

No fim do ano passado, a Renner anunciou a migração do ERP E-Business Suíte para o data center da Oracle, com base no Oracle Retail System.

"Nossa TI preza processos de negócio. O que temos de assumir é entregar o que o negócio precisa, sempre. A parte técnica é com o fornecedor, e isso este novo contrato de cloud nos garante", declarou Balbinot, na época.

No projeto, entrou na jogada também a indiana HCL, que a partir de seu Centro de Dellivery Global, em São Leopoldo, presta consultoria para otimização de desempenho dos ambientes Retail e E-Business.

Além deste sistemas, a Renner também avalia a migração para a nuvem de outros, entre eles, o de cartões de crédito – que, no fim do ano passado, somavam uma base de 16 milhões de unidades cadastradas no sistema da rede.

O case Renner/Oracle pode ser conferido na íntegra pela matéria relacionada abaixo.