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O reajuste das mensalidades de 43 instituições privadas de Ensino Superior obteve um aumento médio de 8,7% no Rio Grande do Sul.

Cerca de 281 mil alunos sentiram um peso maior no bolso neste ano, já que as mensalidades subiram bem mais do que a inflação, afirma a Feteesul, entidade que reúne oito sindicatos de trabalhadores de ensino privado.

Em outra pesquisa, feita pelo Centro de Estudo e Pesquisas Econômicas (Iepe/Ufrgs) e que inclui todo o Ensino Superior, a variação foi ainda maior, atingindo cerca de 9,17%. No mesmo período, de março de 2011 a fevereiro de 2012, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) avançou 5,47%.

Conforme a publicação da Zero Hora, entre as 10 maiores universidades gaúchas consultadas, apenas a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) aplicou um reajuste inferior ao do ano passado. O maior reajuste foi o da Universidade de Passo Fundo, de 11,30%.

As variações, entre 2011 e 2012, nas demais instituições foram respectivamente de 7,95% e 9,50, na Unisinos; 8,95%, na PUC-RS; 7, 94% e 9,80%, na UCS;  7,49% e 11,30%, na UPF;  7,50% e 8,83%, na Feevale; 7,95% e 7,45%, Unisc; 7,20% e 8,80%, na Univates; 5,98% e 8,51, na Ulbra, e 6% e 8%, na URI.

Segundo o presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), Osvino Toillier, o reajuste das mensalidades não leva em conta apenas a inflação do período, mas a questão salarial, encargos sociais, adicional por aprimoramento acadêmico, além de investimentos e manutenção das instituições.

Toillier reconhece, no entanto, que o percentual aplicado no ano letivo em curso foi superior à média de períodos anteriores. A justificativa para a variação atual seria a recomposição de perdas, decorrentes de um reajuste subestimado aplicado em 2011.

Já Flávio Fligenspan, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Ufrgs, explica que em todos os setores, seja educação, transporte ou saúde, os reajustes são calculados com base na estrutura de custos.

“Nem sempre a inflação média reflete a variação de custos específicos de cada setor. Com uma inflação bem distante de índices assustadores do passado, é natural que os preços se descolem para cima ou para baixo”, avalia o professor da Ufrgs.