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40 anos de Cobol
Por marcoantonio@alfa-cs.com.br
Criado em 01/08/2007 - 10:25
Face à incômoda pergunta: Mas o COBOL NÃO ESTÁ MORTO? Veja nesse artigo, algumas considerações, que vão deixar perplexos até os mais resistentes à esta linguagem, que está servindo de modelo, para outras linguagens de destaque no atual cenário tecnológico. Toda a “interface” gráfica que o Windows, o .NET e o Linux oferecem, é igualmente usufruída pelo Cobol no desenvolvimento de aplicações.
Conversando sobre o CobolFalar sobre Cobol é falar sobre filosofia, sobre ética, sobre profissionalismo, sobre amor, sobre religião. Falar sobre Cobol para quem já o conhece é desnecessário; para quem não o conhece é difícil pois não se trata apenas de apresentar algo “novo”, trata-se de apagar uma imagem negativa estrategicamente imputada pelos poderosos que ganharam muito dinheiro denegrindo o Cobol, para poder vender seus produtos. Se você não conhece Cobol e nunca ouviu falar mal dele, encante-se! Se você conhece o Cobol e só ouviu falar mal dele, prepare-se para ser “exorcizado”.
Emoções à parte, o Cobol é a linguagem de programação “all purpose” para aplicações comerciais (assim caracterizada por não ser adequada para processamento científico, nem desenvolvimento de software de base, por exemplo).
Pontos fortes do CobolAplicações de massa crítica com altíssimo volume de dados e transações é “arroz com feijão” para o Cobol. Quantos milhões de correntistas possui um banco em todo país? Quantos milhões de transações são realizadas por dia nessas instituições? Para o Cobol tanto faz.
Uma multinacional, apesar de possuir um parque multiplataforma, só confia no Cobol para processar o sistema de “billing”, de uma destacada empresa de telefonia em São Paulo, e as empresas nesse segmento, não só estão contratando profissionais com esse perfil técnico, bem como engenheiros e especialistas no assunto. Temos certeza também, que há milhares de outros casos semelhantes, em várias empresas em diversos segmentos de negócios, não só como aqui no Brasil, como em diversas partes do mundo.
O tamanho do programa (a quantidade de linhas de código) é praticamente ilimitado. Existe programas em COBOL, que variam de 10.000 à 20.000 linhas de código. Parece muito? Com o Cobol você pode chegar até um milhão de linhas.
Mas é só em mainframe que o Cobol mostra sua força?Equipamentos de médio porte como Unix e sistemas proprietários, também se utilizam da linguagem Cobol. Ainda hoje existem empresas utilizando minicomputadores da década de 80 com sistemas desenvolvidos em Cobol. A mesma coisa com os microcomputadores. Toda a “interface” gráfica que o Windows, o .NET e o Linux oferecem é igualmente usufruída pelo Cobol no desenvolvimento de aplicações. Orientação a objetos, a eventos, ... tudo em Cobol.
Aliás, a GUI (Graphical User Interface), interface gráfica com o usuário, é uma característica do sistema operacional oferecido às linguagens de programação. O Visual Basic, o Delphi, o C++, o Powerbuilder usa a GUI, ... e o Cobol também. O que diferencia então uma linguagem da outra são os seus comandos (verbos), sua estrutura nativa de arquivos, suas regras sintáticas e sua definição de dados internos.
Quer portabilidade? Escreva o programa fonte Cobol num mainframe, compile e teste. Se quiser ver esse programa funcionando num microcomputador, basta copiar o fonte para um disquete, em formato texto e recompile no micro. Pronto!
Sobre filosofia de desenvolvimento, o que você prefere: programação linear, programação estruturada, programação orientada â objetos, programação multilinguagens, chamadas de sistemas em outras linguagens ou programação orientada a eventos? Escolha qualquer uma, e faça em Cobol. Quer utilizar arquivos nativos (e o Cobol é o mais versátil nas suas opções) ou quer usar uma base de dados famosa do mercado? Para o Cobol, tudo bem!
* Marco Antonio Carvalho, consultor e professor de Sistemas e TI
Olho:
Face à incômoda pergunta: Mas o COBOL NÃO ESTÁ MORTO? Veja nesse artigo, algumas considerações, que vão deixar perplexos até os mais resistentes à esta linguagem, que está servindo de modelo, para outras linguagens de destaque no atual cenário tecnológico. Toda a “interface” gráfica que o Windows, o .NET e o Linux oferecem, é igualmente usufruída pelo Cobol no desenvolvimento de aplicações.