Que as pessoas gostam de desconto todo mundo esta careca de saber! Anúncios com mensagens garrafais de 50% off, saldão, promoção relâmpago, desconto especial, liquidação...
Enfim, há muitos anos o desconto se consagrou como uma forma clássica utilizada para fins como: queima de estoque, fixação e presença de marca, divulgação de um novo produto/ serviço ou apenas movimentação de consumo no estabelecimento.
Assim, tudo seguia numa inércia relativamente coerente no mundo do marketing até que eles aportaram em solo brasileiro, os web sites de compra coletiva! Eles estão em todos os lugares, desde anúncios em blogs, portais, impressos e também fazendo parte de assuntos das rodas de amigos.
É impressionante ver como muitas pessoas realmente se apaixonaram por esse conceito promocional, seus olhos brilham como faróis xenon quando pergunto se elas conhecem os sites do tipo “Peixe urbano”, isso comprova que elas que foram literalmente pescadas pela ideia.
Segundo o Ibope Nilsen, os sites coletivos brazucas chegaram a registrar 5.6 milhões de usuários únicos durante o mês de setembro, o que corresponde a 14% dos usuários de internet no mês. Em junho deste ano o número de usuários únicos acessando esses sites era de 1.7 milhão.
Desde junho, houve crescimento de 231% nos acessos, enquanto somente em setembro os números subiram 31%. Em julho deste ano os usuários únicos chegaram a 2.9 milhões, passando para 4.3 milhões em agosto. Dentre os usuários que acessam esses sites, a faixa etária mais presente é a de 25 a 34 anos, representando 38.3% de toda a audiência. Destes, 18.6% são mulheres e 19.7% homens.
Brevíssima Historia dos sites coletivos:
O Groupon, criado por Andrew Mason em 2008, esse é o pioneiro das vendas coletivas. No Brasil o primogênito nasceu das mãos do jovem economista Julio Vasconcellos, Alex Tabor e Emerson Andrade: Seu nome seria Peixe Urbano. Fundado em março deste ano, é considerado o “veterano” e benchmarketing no seguimento.
Qual é a dinâmica dos sites coletivos:
O site tem a funcionalidade de intermediar negociações (geralmente descontos de 55% ate 90%) de determinados itens das empresas. O site divulga a oportunidade por e-mail para as pessoas cadastradas (alguns usam também microblogs como Twitter para virilizar), e a promoção fica disponível por um tempo e quantidades estabelecidas, e é necessário ser comprado por um grupo de consumidores.
Se esse grupo não atinge a quantidade mínima estabelecida a compra não é efetivada e ninguém paga nada, porque o sistema do site só envia a comprovação para o sistema do cartão de credito ao fim da promoção.
Como os clientes fazem pra receber seu benefício comprado?
O consumidor, ao efetuar sua compra no site coletivo, deve esperar a promoção finalizar, e recebera por e-mail, se a compra coletiva tiver êxito, um cupom que devera ser impresso e entregue no estabelecimento. Esse cupom é muitas vezes chamado de Voucher.
Segundo Marcelo Marcedo, do Clickon:
“Esse tipo de site tira a pessoa da frente do computador e a leva para dento da empresa”.
Francisco Perez, especialista do fundo de capital Semente Inseed Investimentos afirma:
“No futuro, todas as compras serão em grupo”.
Julio Vasconcellos, do Peixe Urbano acrescenta:
“Os sites de compra coletiva não são uma moda passageira, e sim um modelo de negócio”.
Esse fenômeno mercadológico vem posicionando grandes empresas de comunicação, de varias pontas do Brasil, a criarem seus próprios veículos de promoções coletivas, podendo citar o site Desejomania do grupo gaúcho RBS, o site terá foco em lojas e serviços a principio na cidade de Porto Alegre e futuramente expandido se para Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.
E falando de lançamentos mais regionais, acrescento o TRIofertas, projeto de empreendedores caxienses que pretendem focar seu site na Serra gaúcha. O site fornece promoções de até 90% para compras de produtos e serviços como restaurantes, hotéis, estéticas, teatro, cursos, odontologia e muito mais.
E como esses sites lucram com isso?
Uma comissão que gira em torno de 30 a 50%.
Um novo formato, uma nova opção, e que agora entra na sua segunda fase de desenvolvimento: a segmentação. Sites especializados em gastronomia e beleza, agregadores de endereços de compras coletivas, descontos individuais.
Porém, esse assunto vamos deixar para abordar no O EFEITO COLETIVO II.
Até breve!
* Max Calhao é Diretor de Planejamento e criatividade da Organic Agency. Formado em Design de Moveis pela Universidade de Caxias do Sul, e especialista em estratégias de marketing digital desde 2008.
Que as pessoas gostam de desconto todo mundo esta careca de saber! Anúncios com mensagens garrafais de 50% off, saldão, promoção relâmpago, desconto especial, liquidação...
Enfim, há muitos anos o desconto se consagrou como uma forma clássica utilizada para fins como: queima de estoque, fixação e presença de marca, divulgação de um novo produto/ serviço ou apenas movimentação de consumo no estabelecimento.