Dizer que o mundo mudou nos últimos tempos e que a Internet tem tudo a ver com isso já é uma redundância. A forma pela qual as pessoas se relacionam e também pela qual as empresas vendem é completamente diferente do que era há 30 anos, por exemplo.
Para ter idéia do que representa esse mercado, dados recentes indicam que o número de usuários de Internet no Brasil cresceu 20% em 2009, o que significa que o País ganhou seis milhões de pessoas conectadas à Web.
Além disso, as vendas online movimentaram mais de R$ 10 bilhões em 2009.
Diante desse quadro, muitas empresas pensam que o marketing digital é a cura e a solução para todos os males. A realidade é que a importância das estratégias online é crescente. Mas, mesmo assim, não se pode descartar todas aquelas ações que são feitas offline.
As melhores saídas, os caminhos que se mostram verdadeiramente vencedores, são aqueles que conseguem equilibrar ações “virtuais” e “reais”.
Nós, profissionais de comunicação, temos que nos preocupar, como sempre, com o todo. Como iremos comunicar o público que precisa saber sobre este produto, evento ou acontecimento? O importante é comunicar o maior público interessado possível.
O público interessado é aquele que julga relevante a nossa informação, ou produto que estamos vendendo.
Na internet, como a comunicação é segmentada por nichos – isto é, os internautas navegam em portais que tem conteúdos e público com afinidades similares – podemos informar para poucos, mas com muita relevância.
Um exemplo seria anunciar uma porca com tecnologia inovadora, que serve apenas para maquinas industriais, em uma comunidade específica para industriais e gerentes de fábricas.
Teremos poucos visitantes na comunidade, mas todos muito relevantes para a nossa comunicação. Esse fenômeno acontecia, antes da internet, nas revistas segmentadas.
O problema delas era a velocidade de circulação e a dificuldade de distribuição. Este problema foi solucionado pela internet e o já conhecido termo, “CAUDA LONGA”-de Chris Anderson.
Pelo outro lado, anunciando na TV e na mídia outdoor, atingimos muitas pessoas de uma vez, mas elas não necessariamente estão interessadas em comprar porcas para uma máquina específica.
Neste caso, entra um bom planejador de mídia. Ele irá comprar anúncios em horários e programas específicos que sejam voltados a um público mais restrito e próximo do que precisamos.
Bom, então é obvio que tem o outro lado do exemplo. Imagine que você é uma fábrica de chocolates. Aí você lança um produto novo: Chocolate crocante com gotas de anis.
Este produto interessa a muito mais gente e pode ser anunciado na TV, Rádio e outros com grande esforço de mídia. Mas mesmo assim a internet pode ter papel essencial e especial.
A internet pode, além de comunicar com o público geral por meio de portais de notícias e outros, potencializar a comunicação com o público viciado em chocolate que montou uma comunidade no ORKUT com título “AMO CHOCOLATE” ou até mesmo por um hotsite como o CHOCOLOVERS.COM.BR (que existe de verdade e é da NESTLÉ).
Com exemplos como estes, podemos ver que não há como fazer comunicação desprezando um ou outro meio de comunicação. E a experiência me mostrou que não adianta planejar a comunicação on e offline separadamente.
É importante planejar tudo junto, considerando a verba junta. A convergência dos meios esta próxima e em breve, utilizaremos nosso celular para acessar internet ao mesmo tempo que assistimos a TV ou ouvíamos ao rádio, no mesmo dispositivo.
Isso já acontece em vários telefones celulares novos, mas em pouco tempo irá se popularizar ainda mais.
Para finalizar, antes de começar o planejamento de comunicação de seu cliente ou de sua empresa, não se esqueça que os meios não podem ser rejeitados, todos tem seu papel e suas vantagens, mas a melhor comunicação é a que tira proveito das melhores qualidades de cada meio e encontra o caminho direto com o sue cliente, aumentando o conhecimento da marca, vendas e share de mercado.
*Cristiano Miano é Sócio Diretor da DigiPronto.
Dizer que o mundo mudou nos últimos tempos e que a Internet tem tudo a ver com isso já é uma redundância. A forma pela qual as pessoas se relacionam e também pela qual as empresas vendem é completamente diferente do que era há 30 anos, por exemplo.