Rodolpho Cardenuto.

A Mignow, dona de uma tecnologia que permite acelerar as migrações para o S/4 Hana, a última versão do sistema de gestão da SAP, acaba de trazer um reforço de peso: Rodolpho Cardenuto, executivo brasileiro que fez carreira na multinacional alemã, chegando até o topo da hierarquia.

Cardenuto é o primeiro integrante de um conselho consultivo criado pela Mignow, uma empresa criada a partir da experiência de migrações para S/4 da Essence, uma parceira SAP sediada em São Paulo.

A Mignow tem tecnologia para fazer a conversão automática de desenvolvimentos adicionais no SAP ECC (os famosos Zs, no jargão da área) para o S/4 Hana, prometendo um nível de automatização de 95%.

A empresa tem projetos entregues em algumas grandes empresas, como o Porto de Santos, o grupo Cornélio Brennand, a drogaria Pague Menos e até fora do país, como a empresa de chocolates Chocolatier, da Bélgica.

A ideia é que a Mignow possa atuar em projetos inclusive com parceiros da SAP que concorrem com a Essence nos contratos de implementação, o que certamente vai exigir uma grande dose de tato e muitos contatos no universo SAP, ambos os quais Cardenuto tem de sobra.

O executivo passou mais de uma década na SAP, entre 2008 e 2019, tendo sido no período presidente para a SAP Américas e presidente do Global Partner Organization, provavelmente o mais longe que um brasileiro já chegou na SAP.

Atualmente, Cardenuto é presidente de uma das unidades da Vonage, uma multinacional americana de comunicações unificadas, além de estar no board da Semtech, uma fabricante de semicondutores com capital na bolsa americana e na Magic Leap, atuante na área de realidade aumentada.

“O Cardenuto proporcionará liderança e orientação de classe mundial para nossa estratégia global”, afirma Paulo Secco, CEO da Mignow. “Com uma ampla experiência global, ele nos permitirá entender melhor as questões que ultrapassam as fronteiras, o posicionamento em diferentes mercados e como podemos mudar os sistemas em velocidade e escala por meio de ações eficazes”, agrega Secco.