Fabiano Günther Favaro.

A Altus, companhia de automação industrial e controle de processos, sediada no Tecnosinos, parque tecnológico em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, passou por uma grande reorganização em 2016.

No final do ano passado, a companhia cortou 30 funcionários no Rio Grande do Sul e mais uma diretoria no organograma, com a saída de Mário Weiser, diretor de novos negócios e um profissional com 30 anos de casa.

Com isso, a Altus fica com um quadro de profissionais de 200 pessoas, frente aos 400 na folha em 2014 e apenas uma diretoria focada em internacionalização de negócios.

Em fevereiro de 2016, já haviam deixado a empresa três diretores: Ronaldo Carneiro, Roberto Domenice e Fábio Eidelwein.

“São mudanças necessárias para o momento econômico”, resume Fabiano Günther Favaro, CEO da Altus, destacando que esse tipo de “efeito sanfona” é comum em companhias com um modelo de negócios baseado em projetos.

Em 2015, o faturamento da companhia caiu 9%, para R$ 107 milhões, com um prejuízo de R$ 14 milhões. Favaro não abre os números de 2016 (a empresa ainda não publicou seu balanço), mas revela que ele ficou “abaixo do esperado” e que a projeção para 2017 é de “manutenção”.

Enquanto a economia brasileira segue parada (ainda em dezembro, analistas internacionais reduziram a previsão de crescimento do PIB de 1,5% para 1%, depois de dois anos de estagnação) a resposta da Altus é incrementar a presença internacional.

A única diretoria na nova estrutura da Altus é justamente uma focada no mercado exterior, comandada por Fernando Trein, atualmente residente em Malmö, o polo industrial da Suécia. 

Acima dele estão o CEO Favaro (ex-diretor financeiro da Altus) e o presidente Luiz Francisco Gerbase, um dos fundadores da empresa, atualmente também focado em promover exportações.

Atualmente, vendas para fora do país já representam 10% do faturamento da companhia, cujo o carro chefe são controladores, uma peça fundamental de projetos de automação, podendo ser usados nas áreas de óleo e gás, infraestrutura, transporte, indústria e utilities em geral.