Carlos Naupari, CEO da Fligoo no Brasil, e Priscilla Salles, business development manager. Foto: divulgação.

A Fligoo, startup de análise de dados com sede em São Francisco, no Vale do Silício, recebeu um aporte de R$ 40 milhões em rodada série A liderada por family offices americanas e brasileiras, como 4P Investments, da família Pitanguy, e Fuse Capital, além do fundo Suquet Capital Partners, dos Estados Unidos.

O investimento será dedicado ao crescimento das operações da empresa, tendo o Brasil como um dos principais focos.

A Fligoo nasceu em 2013, logo depois de um dos fundadores usar o seu conhecimento em computação para fazer um experimento diferente: analisar o comportamento on-line da mãe da sua então namorada, com o objetivo de descobrir o presente de Natal ideal.

O perfume escolhido agradou a sogra e o episódio foi o embrião da Fligoo que, ao longo dos anos, evoluiu de um mecanismo capaz de indicar os melhores presentes a amigos e familiares para um framework proprietário de 4 mil algoritmos, desenvolvido com engenheiros do MIT.

Assim, a Fligoo usa inteligência artificial, big data e machine learning para fornecer informações preditivas sobre o comportamento do consumidor para auxiliar as empresas no incremento de vendas, redução da perda de clientes, prevenção de fraudes e otimização de processos e de análises de crédito.

A tecnologia da startup se integra aos servidores existentes do cliente de forma remota e os algoritmos da companhia usam vários métodos, incluindo florestas de decisão aleatórias, redes neurais e aprendizagem profunda — que permitem determinar qual produto é melhor para qual tipo de cliente, quando este deve ser oferecido, de que forma e por qual canal.

Segundo a empresa, a abordagem gera um salto médio de 25% nos resultados comerciais dos clientes. Um dos maiores bancos do Canadá, por exemplo, registrou mais de US$ 300 milhões em incremento de venda do seu cartão de crédito em dois anos utilizando a tecnologia.

Entre os clientes da Fligoo, estão empresas como Coca Cola, Itaú, Walmart, B2W e Scotiabank.

Parte da operação da startup se baseia em Córdoba, na Argentina, onde ficam os cientistas de dados. São cerca de 40 pessoas dedicadas a treinar, testar e aprimorar os seus algoritmos. A empresa também tem operações em Londres e nas americanas São Francisco, Nova York e Miami.

Já a sua operação no Brasil iniciou no primeiro trimestre deste ano e, na pandemia, cresceu 400%, transformando o país no segundo mais importante para o negócio.

“Depois dos Estados Unidos, em que já temos toda a operação rodando, o Brasil é o país mais importante para nós no momento e é aqui que está o maior potencial para nos tornamos o próximo unicórnio”, afirma Carlos Naupari, CEO da Fligoo no Brasil.