Google está no vermelho quando o assunto é nuvem. Foto: Pexels.

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O Google está torrando dinheiro para valer para fazer crescer seu negócio de computação em nuvem.

A divulgação de resultados da empresa trouxe pela primeira vez dados relativos ao Google Cloud, revelando um prejuízo acumulado de nada menos que US$ 14,6 bilhões nos últimos três anos.

A boa notícia é que o faturamento está crescendo também, tendo chegado a US$ 13 bilhões em 2020, uma alta de 47% frente ao ano anterior. O prejuízo também cresceu, mas menos, chegando a US$ 5,6 bilhões, uma alta de 30%.

A divisão Cloud inclui as ferramentas de produtividade do Workspace, assim como infraestrutura, plataforma e software como serviço oferecidas no Google Cloud.

O Google está gastando pesado em infraestrutura, contratações de executivos de alto calibre e na formação de um canal de venda no mercado corporativo (a equipe triplicou no período).

O CEO da Alphabet, controladora do Google, Sundar Pichai, revelou a analistas que a empresa fechou alguns negócios acima de US$ 1 bilhão, além de triplicar o volume de contratos de US$ 250 milhões, o que sinaliza que o Google está fechando grandes contratos, por longos períodos de tempo.

Pichai, no entanto, não abriu para quando o Google Cloud pretende entrar no azul.

A comparação inevitável, é claro, é com a AWS, líder de mercado em computação em nuvem, que está no azul faz horas.

Com 9 anos de operação, em 2015, a AWS já dava lucro: US$ 1,8 bilhão, em uma receita de US$ 7,9 bilhões.

A diferença é que, tendo entrado no mercado em 2012, o Google precisa correr atrás da máquina.

Mas o Google tem recursos para tanto. Outra comparação é que quando a AWS estreou, em 2006, a Amazon era uma empresa com faturamento de US$ 486 milhões. 

Em 2012, quando entrou no mercado de nuvem, o Google já faturava US$ 13 bilhões. Assim, a AWS cresceu com recursos relativamente limitados, enquanto o Google pode torrar capital.

E ainda pode. Em 2020, a empresa faturou nada menos que US$ 182,5 bilhões, uma alta de 13%, com lucro de US$ 40,3 bilhões, alta de 17%.