Mais dinheiro para startups. Foto: Pixabay.

A Finep acaba de lançar o segundo edital do programa Finep Startup, voltado para empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou em busca de escala de produção.

As verbas foram ampliadas de R$ 50 milhões para R$ 60 milhões, assim como o número total de apoiadas, de 50 para 60. O faturamento máximo dos candidatos também aumentou, passando de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões.

Serão escolhidas 30 empresas com “viabilidade comercial comprovada” em duas rodadas de investimento. 

O primeiro período para envio de propostas fica aberto de 3 de julho até o dia 3 de agosto.

Já a segunda rodada, nos mesmos moldes, será aberta em janeiro de 2019, com expectativa que as startups aprovadas sejam conhecidas em junho do ano que vem.

As startups concorrentes precisam ter um produto viável mínimo (o famoso MVP, na sigla em inglês) ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. 

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das startups selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. 

Serão selecionadas startups que atuam nas seguintes áreas temáticas: Agritech, Building Information Modeling (BIM), Cidades Sustentáveis, Defesa, Economia Criativa – Jogos Eletrônicos, Educação, Energia, Fintech, Healthtech, Mineração, Petróleo e Química. 

Também podem concorrer empresas que desenvolvam soluções nas seguintes tecnologias habilitadoras: Biotecnologia, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Manufatura Avançada, Microeletrônica, Nanotecnologia e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

Lançado em junho de 2017, o Finep Startup se propõe a preencher a lacuna entre o primeiro investimento que uma startup recebe de investidores anjo, tipicamente na faixa dos R$ 100 mil, e os aportes de maior porte feitos por fundos, que já ficam na casa dos R$ 3 milhões. 

Ao todo, o primeiro edital do programa recebeu 869 inscrições de startups de todo o Brasil. A Finep já está em fase final de contratação de 15 empresas aprovadas na primeira rodada, e iniciou em junho a visita técnica às 25 selecionadas na segunda rodada.

O investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações, por meio dos quais a Finep pode decidir comprar ou não uma parte da empresa em até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. 

Se a empresa for bem sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa fracassar, a financiadora não arca com o passivo. 

Em nota, a Finep frisa que “não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos”, motivo pelo qual prioriza candidatos que já foram aportadas por investidores-anjo. 

O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. 

Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

O investidor-anjo que se comprometer a investir na empresa selecionada pelo edital receberá parte do retorno da Finep (que exceder IPCA + 10), com o objetivo de ampliar seu engajamento com o sucesso da empresa. 

Esse percentual será proporcional à participação do anjo na rodada de investimento. Além da alavancagem de recursos, a atração de investidores privados é fundamental para o sucesso do empreendimento, à medida que estes também agregam conhecimento ao negócio.