Murilo Fernandes e Fabrício Avini.

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O Grupo SBPar pagou R$ 50 milhões por uma participação de tamanho não revelado na Salux, uma empresa de Porto Alegre, especializada em softwares de gestão para a área de saúde. 

A Salux tem hoje 250 clientes espalhados por todo o Brasil e 44 funcionários com perfis no Linkedin.

Com o aporte, o SBPar indicou também um novo CEO para e empresa: Murilo Fernandes, um executivo com 20 anos de experiência em empresas de tecnologia para a área de saúde.

Até março, Fernandes era gerente de canais e alianças da Wolters Kluwers, uma multinacional holandesa que fornece software que ajuda médicos no suporte a decisões clínicas e de prescrição de medicamentos.

As soluções da Wolters Kluwers, inclusive, são oferecidas integradas com o software da Salux desde 2017.

Fernandes também por cargos na área de vendas na Unika Healthcare, Agfa HealthCare, Kodak e GE, trabalhando sempre com tecnologia para área médica.

Fabrício Avini, que fundou a Salux em 1997, seguirá envolvido no negócio em tempo integral, atuando como conselheiro e sendo responsável pelo aprimoramento tecnológico das soluções.

“A Salux está pronta e precisa decolar. E, esse é o meu papel, sempre pautado na premissa de continuarmos sendo reconhecidos pela qualidade e inovação, que segue sendo conduzida pelo fundador da empresa”, afirma Fernandes.

O novo CEO tem a meta de dobrar o faturamento em três anos, por meio de uma plataforma na nuvem e o acréscimo de funcionalidades de analytics e inteligência artificial ao ERP da empresa.

Também está nos planos ter uma oferta para novos públicos alvo além de hospitais, como clínicas e hospitais especializados, que trabalham rotinas e formulários próprios.

O SBPar é um grupo de investimentos com negócios na área de energia, saneamento, meio ambiente e agronegócio, mas sem uma presença até agora em TI.

O forte do SBPar é a operação de ativos portuários e logísticos no Brasil, onde opera cinco terminais marítimos, sendo três de contêineres, um terminal de carga geral e um terminal de veículos.

O movimento do fundo parece ser modernizar a oferta da Salux, tornando a empresa um player competitivo entre as chamadas "healthtechs", como são conhecidas startups com ofertas para a área de saúde.

De acordo com o Distrito Healthtech Report 2020, existem hoje nada menos que 542 startups nesse nicho, a metade delas com menos de cinco anos de operação.

A categoria mais representativa do setor é software de gestão e prontuário eletrônico, onde atua a Salux. Cerca de 25% (131) das startups mapeadas atuam nessa categoria.

No entanto, o volume de aportes captados por estes empreendimentos é relevante: foram investidos desde 2014 US$ 430 milhões, ao longo de 189 rodadas de capital.