Márcio Flôres e Cláudio Carrara.

A Meta acaba de criar um braço de venture capital, com planos de investir R$ 20 milhões em startups de tecnologia nos próximos anos.

O foco são negócios de software como serviço, com modelos de negócios B2B e B2B2C em sinergia com as frentes de atuação da Meta, que atua com desenvolvimento de software, consultoria, terceirização de processos de negócios e implementações de tecnologia SAP.

O objetivo é realizar quatro aportes em 2021, com um valor de até R$ 1,5 milhão por negócio, por meio do desafio “Bring your SaaS” para o qual as inscrições já estão abertas

“Buscamos parcerias estratégicas que, além de receberem investimento, atuem em sinergia com a Meta para realizar novos negócios, aportem inovação e novas soluções de transformação digital”, destaca Claudio Carrara, vice-presidente e fundador da Meta.

Os finalistas poderão participar de projetos estratégicos junto a base de clientes da empresa, ter acesso a mentorias, treinamentos e a uma imersão no ecossistema de inovação da região de Toronto, no Canadá, onde a Meta tem uma unidade de negócios, além de participar do evento Collision 2021, em junho do próximo ano. 

A prioridade de investimentos é em startups que já estejam operacionais, com seus primeiros clientes e produtos minimamente validados em seus mercados e que queiram ampliar o acesso comercial, melhorar o produto, entre outras frentes.

“Queremos potencializar o crescimento daquelas startups que, assim como nós, ofertam soluções para acelerar a transformação digital no Brasil. Nosso foco são iniciativas com proposta de valor bem definidas”, complementa Márcio Flôres, Head de Corporate Venture da Meta.

Flôres passou 14 anos pela meta entre 2004 e 2018, passando depois por Zup Innovation e Nexcode, duas startups de destaque. 

A Meta começou apostar em uma aproximação maior com startups no ano passado e já aplicou R$ 3 milhões em três negócios diferentes.

A Netrin, fruto de uma spin-off da unidade de negócios da Meta no Paraná, provê soluções de big data e inteligência da informação

Já Ayga oferece mecanismos de conexão, localização e monitoramento de ativos por meio da Internet das Coisas e tem base em Porto Alegre. Já a Conecta Lá, de Florianópolis, oferta ferramentas de venda e controle de operações para diferentes marketplaces.

Além do capital, a Meta tem a oferecer uma porta de entrada em companhias de médio e grande porte, incluindo nomes como John Deere, Banco Original, TV Globo, Localiza, Sicredi e Sascar. 

A Meta também vem em um bom momento. O faturamento da empresa aumentou 56% no primeiro semestre na relação com o mesmo período do ano passado, agregando 432 novos profissionais, um aumento de 36% na equipe, que agora chega a 1,2 mil pessoas.

Os resultados do primeiro semestre não acontecem no vácuo. No final de 2017, a Meta estabeleceu o objetivo de duplicar de tamanho nos três anos seguintes, um plano no qual investiu R$ 24 milhões em treinamento, novas operações e a criação de ofertas especiais, como por exemplo um período de testes para o S/4.

Desde então, a empresa vem em alta, tendo crescido 25% em 2018 e 49% em 2019. Para o período entre 2021 e 2023 a ideia é duplicar de tamanho outra vez. A Meta não abre números, mas é fácil supor que, caso obtida, a nova duplicação colocaria a empresa entre as maiores do país na área de tecnologia.