Nubank, um negócio de US$ 10 bilhões? Foto: Divulgação.

O Nubank, uma das maiores fintechs do país, estaria negociando um aporte de nada menos que US$ 1 bilhão com o fundo japonês SoftBank.

O site Vox foi quem divulgou o valor. Na Reuters, a informação é que existe uma negociação em fase inicial, mas os valores não estão definidos.

Seria o maior aporte já feito em uma fintech brasileira, avaliando o Nubank em US$ 10 bilhões.

Nos últimos cinco anos, o Nubank já recebeu mais de US$ 400 milhões em sete rodadas de investimento de investidores como Sequoia Capital, Kaszek Ventures, Tiger Global Management e da Tencent.

O interessante é que recentemente o Brazil Journal divulgou que um dos possíveis alvos do Softbank no país seria banco digital C6, fundado pelos ex-BTG Marcelo Kalim e Carlos Fonseca, mas ainda em estágio pré-operacional.

Se de fato ofereceu US$ 1 bilhão para o Nubank, depois de iniciar uma conversa com o C6, o Softbank estaria usando por aqui o seu clássico modus operandi: insistir em investir muito, e, caso a oferta não cole ameaçar financiar algum concorrente.

O Softbank tem um total de US$ 5 bilhões para investir nos próximos cinco anos na América Latina.

O capital representa, sozinho, mais do que todos investimentos em venture capital feitos por todos os investidores na região em 2017 e 2018 somados, segundo um levantamento da consultoria Venturesource publicado pelo The Wall Street Journal.

O fundo focará em fintechs, e-commerce, health tech, mobilidade e seguros. 

Uma gigante de telecomunicações e internet no Japão, o Softbank tem se destacado nos últimos anos pelos seus investimentos em nível global, através do Vision Fund, um fundo com capital de US$ 100 bilhões.

Através do Vision Fund, a empresa tem planos de investir em cerca de 70 a 100 unicórnios, como são conhecidas as startups com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão.

Antes mesmo da abertura do fundo, o Softbank já fez três investimentos no Brasil: a 99, na qual fez um aporte de US$ 100 milhões em 2017, e a Loggi, onde liderou uma rodada de US$ 500 milhões no ano passado, além de um investimento mais recente na Gympass.