Nem tudo é alegria no mundo da startups. Já as barbas são verdade. Foto: Pixabay.

Uma planilha publicada no Google Drive tem mostrado os bastidores de startups brasileiras de tecnologia.

O documento começou na sexta-feira, 04, e foi criada pelo @startupdareal, um perfil anônimo do Twitter que costuma postar comentários ácidos sobre a cena de startups do país.

Até agora são 237 depoimentos, incluindo no grupo companhias de destaque no cenário brasileiro de startups como Nubank, Movile, SambaTech, RockContent e outras.

Há algum tempo esse tipo de lista é uma febre no mercado de agências de publicidade e comunicação. Uma das listas focadas nesse mercado chega a ter mais de 2 mil depoimentos.

As participações são anônimas, então devem ser consideradas com alguma moderação, tanto os mais entusiasmados (alguns com toda cara de serem obra do RH das startups) quanto os mais críticos (muitos dos quais não disfarçam um nível de animosidade pessoal).

Aí vão quatro exemplos mais ou menos típicos:

"Você compra a ideia do unicórnio, do foguete, mas entra numa casa sem paredes. A diretoria está totalmente despreparada para os desafios, se fosse em uma empresa em que eles fossem funcionários já teriam todos sido demitidos"

"Nunca me senti tão acolhido em um lugar. Sempre ouvi dizer que lá você podia ser você mesmo, e nunca acreditei, achei que fosse papinho. Mas não, entrando lá eu nunca senti minha individualidade tão respeitada"

"Na entrevista, dizem que tem home office, mas na prática ninguém faz. Dizem que tem sexta curta, mas quando você entra descobre que é só no horário de verão. Não emendam feriados. Mas ninguém parece ligar só porque você pode usar roupas casuais todo dia. Fora isso, a empresa tem mesmo um clima descontraído e o CEO é muito transparente, o que torna o trabalho com mais sentido”.

"CEO egocêntrico, não se preocupa com a empresa, somente com imagem sua própria imagem. Por vaidade cria um ambiente hostil, pessoas tem medo. A empresa acaba perdendo o foco e andando de lado, mas suas palestras vão bem, obrigado".