Mauro Mendes (DEM).

Mato Grosso dá passos no sentido de extinguir a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), equivalente local de empresas como a paulista Prodesp ou a gaúcha Procergs.

O governador do estado, Mauro Mendes (DEM), assinou um decreto pelo qual a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) agora exerce a representação judicial e extrajudicial da MTI.

O decreto nº 104, designa a Procuradoria-Geral do Estado para exercer consultoria jurídica, além da supervisão, coordenação e orientação das aquisições e contratos.

Entre as justificativas do governador, para publicar o decreto, está a “necessidade da PGE atuar de imediato, antes da liquidação da empresa, da necessidade dos atos preparatórios para a eventual extinção da empresa pública”.

Em fevereiro, o governo do Mato Grosso já havia exonerado 30% dos cargos da MTI, a maioria comissionados, cortou duas das quatro diretorias e cortou salários em 30%. Um plano de demissão voluntária foi implantado ainda em dezembro de 2018.

Em janeiro, uma matéria do site Mato Grosso Mais mostrou que 75 dos 500 funcionários da empresa ganham mais de R$ 20 mil mensais.

O levantamento aponta que a folha da estatal atingiu a marca de R$ 2,03 milhões (somando remunerações, incrementos salariais e outros benefícios).

Fundada há 45 anos, o MTI tem um histórico parecido com das outras estatais do tipo espalhadas pelo país.

A empresa atende cerca de 174 clientes nas esferas estadual, municipal e federal, administrando uma penca de sistemas, incluindo a nota eletrônica e outros.

A MTI mantém mil servidores virtuais e físicos, 260 aplicações e 60 km de fibras óticas.

Muitos estados brasileiros tem empresas como a MTI, criadas nos anos 1970 e 1980 para lidar com a crescente informatização do governo, na época ainda por meio de mainframes. 

A necessidade de manter tais estruturas está sendo revista, em um momento em que muitos estados precisam fazer cortes de gastos e o mercado privado de tecnologia é muito diferente do que era no passado.

O Mato Grosso no entanto, pode se tornar o primeiro estado a tomar a decisão de eliminar sua estatal de TI.