Palmeiras, o campeão da última Copa do Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A fabricante de equipamentos de comunicação Intelbras, de Santa Catarina, comprou os naming rights da Copa do Brasil para os próximos dois anos.

Com a novidade, um dos torneios de futebol mais populares do país vai se chamar Copa Intelbras do Brasil em 2021 e 2022. A ação é parte das comemorações dos 45 anos da empresa.

A Intelbras não abriu valores, mas esse tipo de patrocínio custa caro e é geralmente comprado por grandes empresas com um público consumidor de massa.

Nos últimos cinco anos, a dona dos naming rights foi a Continental Pneus. Em 2014 e 2015, a Sadia. Em 2013, a Perdigão, e em 2012 a Kia Motors. A Intelbras já vinha patrocinando com uma cota menor desde 2019.

"A Intelbras é uma empresa brasileira e o futebol é a paixão do brasileiro, portanto nos dá muito orgulho de termos o nosso nome na competição mais democrática do país, contribuindo para o esporte mais popular do Brasil", afirma Altair Silvestri, CEO da Intelbras. 

Dinheiro de qualquer forma não é problema para a Intelbras, que acaba de captar R$ 1,3 bilhão em uma boa estreia na Bolsa de Valores.

Fundada em 1976, a Intelbras registrou receita operacional líquida de R$ 1,4 bilhão no acumulado de 2020 até 30 de setembro, alta de 20,2% ante o resultado do mesmo período de 2019.

A empresa possui quatro unidades no país: duas em São José, cidade da região metropolitana de Florianópolis onde está localizada a sede, uma em Manaus e outra em Santa Rita do Sapucaí, no pólo eletroeletrônico de Minas Gerais. 

A quinta unidade está em fase de construção na cidade de Tubarão, em Santa Catarina.

A empresa tem 4 mil funcionários e 1,3 mil produtos no portfólio, que incluem soluções de alta tecnologia e inteligência artificial, permitindo diversas aplicações em empresas, condomínios, residências e cidades. São produzidos cerca de 1,7 milhão de equipamentos eletrônicos por mês. 

Em 2019, a Copa do Brasil teve 115 partidas exibidas ao vivo, com impacto de 124 milhões de pessoas na TV aberta, 34 milhões, na TV por assinatura. O crescimento da audiência foi de 44% em relação ao ano anterior, segundo dados Ibope Repucom/Sponsorlink 2019.